7 de abr de 2015

Que o seu espírito seja livre e voe alto
Aquele marido, há meses, estava a criar coragem para falar o que ele diria à esposa, porém, no dia em que ela estava hospitalizada o rapaz percebeu que não havia outro jeito. Tinha que falar com ela a qualquer custo, de modo que começou a conversa pelo ponto mais nevrálgico da historia: - Ana eu ou me separar de você. Eu estava num hospital porque em instantes eu daria luz ao meu primeiro filho, e estava tão concentrada no bebê, que imaginei tão ter ouvido direito: - O quê? O que é? O que você falou?  -Sim, é isso mesmo! Desculpe ter que ser desse jeito, aqui nesse lugar, mas fato é que eu não te amo mais. Eu fiquei a pensar o porquê daquilo tudo e por que ele esperou justamente esse dia para e falar isso. Eu disse: - Olha, hoje não é um bom momento para conversarmos a respeito disso, agora, deixa de brincadeira e nos falamos mais tarde ok? –Não é brincadeira, eu tenho outra. Antes mesmo que eu pudesse saber se ele não teria vontade de ver a criança, ele já havia saído do quarto.
Tínhamos tudo: Uma casa bonita, grande, dois carros na garagem, piscina, passeios aos feriados, porém, minha animação caiu de dez para zero numa escala emocional. Max nasceu numa quinta feira e era tão lindo e inocente que não fazia ideia do que estava a acontecer. Quando meu filho tinha cinco semanas de idade eu descobri que meu marido não só já tivera muitos casos, como também conheceu outra pessoa durante minha gravidez. Mudei-me para o subúrbio, os amigos sumiram, mas também quem ia querer ajudar uma pessoa sem dinheiro, morando longe e com um bebê recém-nascido para cuidar? Entrei em profunda depressão, desânimo e vontade de não fazer nada. Eu estava caindo num poço e não conseguia nem ver o fundo dele ainda. Meu filho não tinha culpa de nada, e eu tentava mascarar esse período ruim a dar sorrisos para ele – não queria que ele me visse chorando.
Os primeiros três meses foram resumidos a um borrão de lágrimas. Após licença voltei a trabalhar, mas não queria mostrar para ninguém o que havia acontecido comigo e fingia que as coisas iam bem. Num domingo chuvoso, quando Max fez seis meses, eu tive uma forte discussão com meu ex-marido ao telefone e, então fui fazer um chá para me acalmar, sentei na cadeira da cozinha e, após terceiro gole, a xícara espatifou de encontro à parede. Os cacos voaram para tudo quanto é lado, mas o barulho do estilhaço não foi mais forte que meu choro e meu grito de “não quero mais viver”. E então fui chorando baixinho e mantive assim por um bom tempo. Conforme as lágrimas cessavam, um silêncio tomava conta de mim, e então eu percebi que uma força que vinha de minha alma interior começou a se manifestar. Eu precisava tomar o controle da minha vida. Eu decidi não mais dar ao meu marido o poder de afetar minha vida com tanta negatividade, pois essa energia ruim queria me dominar também.
E então, súbito, arrumei as malas, peguei meu filho e fui visitar meu irmão a 623 quilômetros de distância. Dentro do ônibus eu cantava pra ele, sorria com ele, falava com ele... Que benção era meu filho... Me deu forças para continuar a viver todo esse tempo. Ele era a razão de minha vida, era quem me fazia levantar da cama todas as manhãs. Daquele dia em diante decidi concentrar-me na força e na confiança que existe no meu coração. Senti vontade de encontrar com os amigos e de rir com eles pela primeira vez em meses. Eu aprendi que minha felicidade tem que vir de dentro e é esta a lição que desejo compartilhar com os outros.
Sou responsável por minha própria vida, e não pela vida de quem me é negativo. E se eu quiser construir minha felicidade, não estarei a viver verdadeiramente ao lado de quem suga energias. Que o espírito dentro de mim seja livre. Que o espírito dentro de mim se encha de gozo em sua plena singularidade. Que o espírito dentro de mim se torne uma alegria e não algo que tenho medo de perder.
Que o seu espírito seja livre e voe alto.




A força do imaginário
Atletas olímpicos são pessoas ordinárias que um dia resolveram colocar em suas cabeças a realização de objetivos extraordinários. Marilyn King sempre quis saber o porquê de ela ser uma pessoa totalmente disposta a ter tanta força de vontade de ganhar quando - contrariando quaisquer esperanças - a possibilidade de executar seu feito com esmero era algo longe das expectativas de muitas pessoas.
Em 1976 a pentatleta Marilyn King havia sofrido um problema em seu tornozelo o que a fez amargar uma modesta décima posição nas Olimpíadas de Montreal. Na competição seguinte em Moscou ela não queria ficar para trás, de modo que um ano antes do início dos jogos de 1980 ela tirou licença da faculdade onde lecionava Educação Física e treinou efusivamente.
Porém, faltando poucos meses para a seletiva, a atleta foi acometida de uma dor descomunal o que a fez parar de treinar. Embora Marilyn se esforçasse para convencer os médicos que ela deveria ficar boa até a competição, o pessoal do hospital não tinha tanta certeza de que a jovem participaria do evento, nem ao menos os especialistas sabiam o que ela tinha. A pentatleta enfiou em sua cabeça que nada tiraria a vontade de competir - não havia mínimas possibilidades de não participar, calculava.
Diagnosticada com hérnia de disco, a única esperança que os médios deram foi que ela teria alta, porém, sem previsões de saída – o que aumentou ainda mais suas expectativas de chegar onde queria. Enquanto todos seus concorrentes se exercitavam fisicamente ela resolveu se exercitar mentalmente, pois. Do quarto do hospital Marilyn assistiu inúmeros vídeos dos pentatletas que haviam obtido recordes de 100 metros com barreira, arremesso de peso, salto com vara, salto em distância e corrida de 200 metros. Viu e reviu várias vezes, pausava a fita, voltava, ia de trás pra frente, enfim, se preparou muito. Ela conseguiu convencer a comissão de atletismo a montar os aparelhos no campo e, como já podia andar, fez, então, um reconhecimento de área e ficou a imaginar que pular e correr aquilo tudo, seria excelente - principalmente se ganhasse.
Os médicos se surpreenderam pela velocidade de sua recuperação, de modo que muito a contragosto do hospital ela foi liberada para competir. Foi lá e fez bonito. Entre dezenas de esportistas, qual não foi sua surpresa quando Marylin ouviu no alto falante que ela ocuparia o segundo lugar mais alto do pódio?
Três características são básicas para atingir níveis olímpicos, tais quais: física, mental e emocional. Não só é necessário força, mas também precisa estar bem consigo mesmo e focado no que vai fazer, porém, o que equilibra o físico e o emocional é a mente – por isso mesmo é altamente recomendável uma meditação nas montanhas a fim de ‘limpar’ a mente de tudo que as pessoas falam e tudo de ruim que ouvimos: Renovação de espírito.
Para se atingir um objetivo você deve ter uma imagem bem clara do que é exatamente esse objeto de conquista e mantê-lo firme em sua mente é um bom conselho. Se fixarmos essa imagem em nossas mentes, conseguiremos estar muito preparado a fim de seguir os passos que nos guiarão para a conclusão da nossa meta e, então, o ‘chegar lá’ terá sido apenas uma conclusão espontânea desse preparo.
Marilyn King è fundadora do Beyond Sports, uma organização que procura estender a aplicação do imaginário relacionada ao papel que o indivíduo desempenha na sociedade, incluindo a educação e a paz no mundo.


“Opte por aquilo que faz o seu coração vibrar, apesar de todas as consequências”Osho (1931 – 1990 India) líder religioso e mestre na arte da meditação.

2 de ago de 2013

A vida não tem preço



Era uma vez uma menina pré-adolescente que não tinha mãe e queria um pai melhor, já que o seu era surdo-mudo. Com todo seu jeito de amar, o pai lhe desejava sorte quando a filha ia pra escola. Os gestos pareciam uma ofensa aos olhos da menina, já que ela não entendia aquela mímica toda. Invés do pai criticá-la o motivo da filha sempre estar de mau-humor, o mesmo a incentivava através de gestos que representavam motivação - mas ela não os compreendia. As outras garotas caçoavam dela por ter um pai que não falava, sofria muito preconceito e o bullyng era constante. A menina ficava chateada por causa disso ainda que o defendesse, mas como era rejeitada na escola, colocava culpa no pai, portanto. Nas refeições o pai contava piadas com gestos, porém, sem graça aos olhos da menina.
Ela queria um pai quem pudesse seus sonhos ouvir. E ele "ouvia": com o coração. Queria um pai que pudesse falar. A filha tinha um namorado e chegava muito tarde em casa. o Pai ficava nervoso. Soma-se a isso todo o stress da menina e seu extremo complexo de inferioridade, ela sempre se irritava facilmente. A fuga espiritual era frequente.
No aniversário de 15 anos, somente os dois estavam em casa, havia um pequeno bolo que, na cobertura lia-se: Feliz aniversário, com amor, papai - em braile. E também tinha um presente que era um cartão: Eu nasci surdo-mudo. Desculpe-me por isso. Eu não posso falar como os outros pais, mas eu quero que você saiba que eu te amo do fundo do meu coração, pois só tenho você. A menina tinha ido se arrumar para o aniversário, enquanto o pai a aguardava sentado na mesa com o bolo. Ouve-se um tiro. O pai sai em disparada. A filha jazia no chão. Tão logo, ele a levou para o hospital e implorava aos médicos que não queria que nada acontecesse à filha. Mas os médicos não entendiam mímica. A única coisa que o pai tinha era uma casa e um carro, e ele ofereceu como pagamento para o tratamento de transfusão de sangue. 'Minha filha não pode morrer, "falava". 'Tire meu sangue se for preciso'. Os médicos se reuniram e perceberam a dor do pai. O pai era presente e, com gestos, sempre aconselhava a garota ter saúde, estudar,  seguir os sonhos e ser feliz
Só havia um jeito de salvar a filha. Transfusão de um tipo sanguíneo raro. Apenas o pai tinha esse sangue, o que indicava que a menina sobreviveria, mas o pai não. No dia seguinte, o pai estava numa cama de hospital ao lado da cama da menina. Quando ela olhou para o lado, percebeu que seu pai estava morto, já que ele havia doado todo seu sangue a fim de salvar a filha. O preço da vida da garota foi impagável: A morte de um pai que a amava sinceramente, de coração aberto.

"Não existem pais perfeitos. Mas um pai sempre amará com perfeição, do seu próprio jeito" autor desconhecido.

26 de jul de 2013

O primeiro papa Latino-Americano




Dia onze de fevereiro Bento 16 anunciou que deixaria o cargo e, a treze de março é eleito Jorge Mario Bergoglio, Vossa Santidade, o Papa Francisco - um jesuíta cheio de carisma que conquistou milhões de fãs com sua simplicidade.
Aqui no Brasil o primeiro lugar de sua visita foi Aparecida do Norte, de modo que, às 4 horas da manhã já havia uma fila homérica à espera do Papa . Contrariando o frio, os fieis - e não fieis também - estavam animados para ver aquele que, há pouco, assumiu o cargo mais alto da igreja católica. As pessoas que esperavam pelo Papa estavam na fila há mais de um dia, de maneira que a educação cristã desapareceu, já que muitas pessoas furavam a fila, uma vez que não havia polciamento naquela madrugada. Se o papa visse pessoas a furar fila não celebraria nem na basílica.
Os primeiros da fila chegaram ao Santuário de Nossa Sra. Aparecida às seis horas da manhã com  malas, roupas e cobertores a tiracolo e ficaram a procurar por informações durante o dia todo. O Papa só entraria pelo portão às sete horas do dia seguinte, domingo. Tinha gente que oferecia dinheiro para furar fila, pessoa que ofereciam comida para furar, porém, muitos não se vendiam, apenas queria assistir a missa.
Dentro do templo metade das cadeiras estavam reservadas às autoridades, porém, esse, não ficaram na fila a esperar mais de um dia sem comer, sem beber, sem ir ao banheiro... pelo contrário, desciam de helicóptero. Quando o Papa entrou, a emoção tomou conta dos fieis e, com sorriso no rosto, os cumprimentavam, de modo que foi bastante ovacionado por todos, embora a estrutura e organização deixaram a desejar. Fora do templo: frio e garoa. Milhares de fãs ouviram a missa do lado de fora a portar guarda chuva nas mãos.

Rio de Janeiro
Na visita à favela carioca de Varginha o Papa Francisco afirmou que só haverá paz nas comunidades se houver justiça social, "não haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que abandona à margem, parte de si mesma. Queria fazer um apelo para as pessoas de mais recurso e autoridades de boa vontade que não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e solidário" e ainda brincou que gostaria de tomar café - e não cachaça - na casa de cada brasileiros.
Para a Jornada Mundial da Juventude o Pontífície chegou às 16h. de segunda feira e foi recebido pela presidente logo no aeroporto. E pra quê carro blindado se ele deixou a janela do carro aberta, a fim de saudar a população? Desfilou pelo centro do Rio a bordo do papa móvel, beijou uma criança (que, uma hora dessas, além de abençoada, deve estar famosa) e chegou à Catedral Metropolitana que estava pintada com as cores de seu país. Vossa Santidade se encontrou com milhares de argentinos, mas o local não comportou todos os cinco mil fieis, peregrinos, voluntários, sacerdotes, simpatizantes e hermanos em geral. Tal evento, que não estava na agenda da Jornada, durou trinta minutos. Após, o Papa foi para uma festa católica na praia de Copacabana
Ontem o Papa rezou missa, ouviu confissões, se encontrou com presidiários, orou, fez reunião e assistiu à encenação da Via Sacra. Se a fé move montanha não se sabe, porém, moveu - com frio e chuva - um milhão de cariocas adoradores de sol.

“Bote fé, bote esperança e bote amor”,  Jorge Mario Bergoglio, Papa Francisco, (1936, Buenos Aires) durante homília.

19 de jul de 2013

esse tal de facebook...



Aí eu acordo, vou para o computador, acesso meu e-mail e abro a primeira mensagem que é uma resposta de uma agência de viagens que me informa a respeito de como conseguir vistos e morar fora. Dicas boas até! Pulo pra próxima mensagem, e a coordenadora da escola me informa dos horários pós-férias. A terceira mensagem fala assim: "Guilherme: existem informações pendentes de seus amigos." Ignoro e pulo pra próxima que diz: "Fulano de tal também comentou um status em que vc foi marcado." Ignoro. "Sr. Omar aceitou seu pedido de amizade" ainda assim pulo pra próxima, já que não lembro do sujeito. "Maria do Carmo fez um comentário em seus post". A próxima mensagem em meu e-mail diz que minha esposa curtiu fotos que eu postei, mas como nem lembro das foto, então abro e, lá estão meus filhos que coloquei na rede.
Aí já viu né... uma vez dentro da rede social você vai, inevitavelmente, explorar tudo que se passa e surfa qualquer onda dentro daquele mar de fofocas. Existem coisas interessantes como: "Dia sete de setembro Brasil vai parar: 30 milhões de brasileiros nas ruas no país todo!".  Então começo a descer a barra de rolagem de meu computador e percebo postagens mais desinteressantes que outras: "hoje acordei." Acordou o que, meu? O pior são comentários "eu também...rsrsr", "acordou bem? saúde e sucesso". Tem alguns irônicos:: "nossa... é verdade? como vc ia conseguir escrever dormindo?"e por aí segue.
Mais abaixo existe um comentário de alguma adolescente do sexo feminino com a palavra: "quero", ao que os comentários são piores: "ahahaha...",  "eu também quero...",   " qué o q?",  " legal q vc quer, Ana... mas o que exatamente?",  "então vai querendo porque eu n te dou - ahahah", "fica querendo, então," Chego à conclusão que isso é um santo remédio para quem não tem nada a fazer - e olha que quase todo mundo tem "nada pra fazer", aliás, a gente arruma tempo pra tudo... até pra não fazer nada!
Aí alguém posta a foto do filho de dois anos babando doce de leite. O primeiro comentário é o maior clichê de todos: "Que lindo!" O segundo: "que fofo" O terceiro: "lindo...". O quarto: "fofo".. . É... a criatividade é uma coisa onerosa... dá preguiça tê-la! o vigésimo quinto comentário é o mais criativo: "como ele tá fofo Ká... parabéns". Aí tem alguém que curtiu um link de algum outro site intitulado: Os benefícios da homeopatia na menopausa do terceiro milênio" - quer dizer - quem vai ler isso?. O título é um convite para não ler, soma-se a isso o fato de que foi uma menina de dezenove anos que lincou, ou seja, o link não havia comentário algum.
Claro que as redes sociais, principalmente essa dai que é o titulo dessa coluna, existem para sanar a carência dos humanos. o Brasil é o segundo país em número de cadastros (63 milhões) atrás apenas do EUA (150 milhões). Diante dessa informação qualquer um pensaria: "vai ter gente carente e fofoqueira assim na China! Pois é... a China é o terceiro país onde mais se usa o portal - e olha que lá é bloqueado, hein.
"Essa foto está show!" alguém comenta sobre uma foto refletida no espelho, tirada com uma péssima resolução e desfocada! Os moleques fazem de tudo para agradar a menina que está a paquerar... vale até elogios em fotos que são horríveis. E então alguém te convida para jogar um troço que chama: Candy Crush Saga. É um joguinho no face em que você tem que formar colunas e linhas de docinhos. Quanto mais colunas ou linhas forem eliminadas, mais pontos você ganha. O negócio e um vício até você se cansar. Quanto mais fase você passar, mais estrada você vai ter para percorrer. Se a pessoa faz poucos pontos, ela para no início da estrada. Se o "amigo" desistiu de jogar com uma quantidade média de pontos, então para no meio da estrada. Tem aqueles viciados que concluem a estrada toda. O cara ficou quantas horas a jogar esse treco? Eu sou paciente para outras coisa , mas não para isso! Tanto que cheguei um pouco mais além da metade de meu caminho e não continuei mais, porém, me abre uma janela a me convidar para outro jogo, em que eu devo salvar animais de uma fazenda. A regra é parecida: quanto mais colunas ou linhas eu eliminar, mais animais serão salvos. Aí vem outro convite para jogar outra coisa e, então, dou início a uma nova saga, mas também não dura muito. Falei: "quer saber: tchau!"
Esse negócio de jogar no computador tira a vida da pessoa! Você esquece do mundo e, se tem algum compromisso mais sério, deve ser forte e abandonar seu jogo no meio da empreitada. Talvez seja por isso que eu nunca fui chegado em video games. Meu medo é justamente esse. Ficar na frente da Tv ou Pc e esquecer da vida. Por isso nem arrisco. Todos os amiguinhos do meu filho tem video-game na sala de aula, mas ela não, já que eu não fui criado com esse brinquedo.
Os patrocinadores do sitio são os piores: "siga essas dicas e perca dez quilos em três semana" ainda existem aquelas fotos do antes e depois: Na foto do "antes", a pessoa está tão magra que se bater um vento, ela voa - parece um filé de grilo! Na foto do "depois" parece que o Capitão América saiu da Máquina Incubadora - faz inveja até no Hulk!
Das informações que circulam na na rede, 80% são desconfiáveis. De toda a quantidade de sites que existentes na internet, 80% são proibidos para menores de dezoito anos. Conclusão: ou tem muita gente acreditando em mentiras, ou tem muita gente vendo coisa que não presta. (e o facebook é uma delas.)

5 de jul de 2013

32 horas no hospital





Sábado último saí da casa sete e meia da manhã como faço sempre, a fim de ir pra escola lecionar. Estacionei o carro, desci, abri a porta do passageiro, abaixei-me para recolher alguns papeis e, nesse momento senti, de repente, um puxão forte nas costas, de modo que achei que era apenas um mal jeito. Bom, vai passar... pensei. Restavam dez minutos para as oito, respirei fundo e pensei: Vamos lá. Andava cambaleante, meio manco, já que a dor era forte. Entrei na sala de aula, havia alguns professores e, já enjoado, quis saber: -quando a gente tem uma forte dor nas costas, vocês sabem o que é? -Apendicite arriscou um deles. -Pedras nos rins, falou outro. Alguém indagou: Nossa! você está branco... o que está acontecendo? Nisso, a coordenadora entra e faz uma pergunta, cuja a resposta, para mim, era muito óbvia: Você está se sentindo bem?
Um aluno meu perguntou se eu estava bem e respondi que podia ser pedra nos rins. -Vixi! Eu já tive isso e rolava no chão de dor.... -E quando a gente tem isso, a dor não passa? -Não! demora pra passar. Outro professor assumiu minhas aulas. A gerente me perguntou se eu voltaria pra casa dirigindo ou iria com o SAMU. Não obrigado! falei do alto da minha fortaleza, -Não precisa chamar o samu. Pode deixar que eu volto dirigindo, afirmei sem ter conhecimento que a dor estava a me derrubar. Uma das secretárias veio junto, porém, ao chegar no carro, antes mesmo de girar a chave, falei: Não dá! chama o Samu.
Enquanto a ambulância não vinha, eu suava frio e a febre era intensa. Lembrarei desse momento como os minutos que mais demoraram para passar em todos os meus trinta e quatro anos de vida. Não sei como aguentei meia hora de espera: era o que me restava, pois! Entrei na viatura já no soro, colheram meu sangue e fui dar no Benficencia Portuguesa às 9h30 da manhã.
Ao descer da viatura, logo sentei numa cadeira de rodas, me colocaram deitado numa antesala e fiquei lá. Ao meu lado havia um senhor, já de idade, que não parava de tossir e mal falava. Mais tarde, entrou uma outra senhora muito doente que fazia cara de dor. São nessas horas que pensamos que, se não tivermos uma vida regrada à hábitos saudáveis, o nosso destino estará fadado a depender dos outros, e acabar numa cama de hospital, com certa frequência.
Aliás, não importa se você tem hábitos saudáveis; toma muita água; se exercita; tem saúde de ferro; se alimenta; não bebe; não fuma, quando se tem predisposição genética, a safada da pedra vai se deslocar do seu rim - uma hora ou outra. Às 13h30 dei entrada na internação e, como estava tomando muito remédio na veia, fiquei com bastante sono, mas não conseguia dormir porque as enfermeiras entravam direto no quarto: buscopan, tamiflu, tramal, novalgina, a dor não cessava e eu não tinha apetite. No domingo, às 15h, fui transferido para o Mário Covas. Ainda brinquei com o médico: Me libera até umas cinco, porque quero ver o jogo (final Brasil x Espanha).
Fiz um exame de tomografia, cujo resultado sai nesta quarta. Tive alta às 17h30. Até o exato momento em que escrevia essas linhas, o incômodo nos rins ainda era presente - convivo com uma dorzinha, mas não é intensa - o problema é se eu tiver cólica, aí corre pro hospital novamente. E olha que já tentei de tudo: chá de quebra-pedra, buscopan, quatro litros de água por dia. A vida segue!

"Tudo que é seu, encontrará uma maneira de chegar até você" - Chico Xavier (1910  - 2002, Minas Gerais), médium.



28 de jun de 2013

cronica da inocência


Crônicas da inocência

Não importa se você é rico, gordo, feio, pobre, bonito, - a criança não enxerga essas coisas. Independentemente de sexo, religião, cor, classe social - a criança ama incondicionalmente. Se você briga com ela por causa que ela fez da panela uma bateria, alguns minutos depois, portanto, ela estará ao seu lado a solicitar-lhe atenção. Se você esbraveja só porque a criança rabiscou um documento importantíssimo que você esqueceu sobre o criado-mudo; algumas horas após ela estará com a cabeça encostada no seu ombro a pedir-lhe carinho.
Quando tornamos adultos, por vezes, ouvimos sugestões do tipo: 'não seja ingênuo!' - como se isso fosse a pior coisa do mundo. Absolutamente! Minha avó, por exemplo, morreu com oitenta anos sendo ingênua, viveu muito bem, e isso nunca foi uma desvantagem: minha mãe é ótima pessoa, assim como meus tios - a educação não foi influenciada pela ingenuidade de minha vó.
E então o filho chega em casa a reclamar que o coleguinha da sala o empurrou, e o pai diz: 'Não seja bobo, filho, vá la e revide'. Pra quê? Pra gerar violência? Talvez o mais correto a fazer é ignorá-lo de modo a não mais falar com esse "coleguinha". Ok, a vida tem suas vantagens e desvantagens em fazer-nos aprender que, alguns momentos, não podemos ser tão ingênuos, mas a pureza do ser-humano tem muito de nossa consciência. Se você achar uma carteira com cem reais e o RG, você entrega ao dono?... é a sua consciência que manda!
A criança não faz por mal, não mede controle... às vezes solta um palavrão porque ouviu alguém falar, mas cabe aos pais advertir. Já diziam grandes filósofos da época Antes de Cristo: A retórica é o melhor remédio. Ou seja, quem não se comunica se estrumbica (sic). Até um ano de idade Pedro Henrique, 6, meu filho, viveu único. Daí, vieram os gêmeos, o que reduziu em 33,33% a atenção voltada para o primogênito, de maneira que causou-lhe insegurança. Soma-se a isso o fato de termos tirado a chupeta do Pedro precocemente. Resultado: chupa dedo até hoje
Passei-lhe um sermão: "Pedro, a vida não é tão fácil como parece. Ninguém vai passar a mão na sua cabeça pelo resto da vida, e você  nem vai ficar chupando esse dedo pra sempre. Esteja certo que a vida vai te dar porrada, mas não importa o quanto ela vai te bater, importa o quanto você aguenta apanhar. O que importa é resistir. Manter-se vivo,então: Força!! Enfie nessa sua cabeça que você consegue e repita: 'eu não vou chupar mais o dedo, eu vou conseguir eu vou conseguir.'" E nunca. nunca deixe os outros falar que você não pode, porque você PODE!
Após alguns segundos repetiu: "eu vou conseguir, eu vou conseguir" Funcionou! às vezes uma conversa basta, ele está no caminho a fim de atingir tal objetivo.
"Primeiro a chuva, depois o arco-íris. Acostume-se com essa ideia" autor desconhecido.