7 de abr. de 2015

Que o seu espírito seja livre e voe alto
Aquele marido, há meses, estava a criar coragem para falar o que ele diria à esposa, porém, no dia em que ela estava hospitalizada o rapaz percebeu que não havia outro jeito. Tinha que falar com ela a qualquer custo, de modo que começou a conversa pelo ponto mais nevrálgico da historia: - Ana eu ou me separar de você. Eu estava num hospital porque em instantes eu daria luz ao meu primeiro filho, e estava tão concentrada no bebê, que imaginei tão ter ouvido direito: - O quê? O que é? O que você falou?  -Sim, é isso mesmo! Desculpe ter que ser desse jeito, aqui nesse lugar, mas fato é que eu não te amo mais. Eu fiquei a pensar o porquê daquilo tudo e por que ele esperou justamente esse dia para e falar isso. Eu disse: - Olha, hoje não é um bom momento para conversarmos a respeito disso, agora, deixa de brincadeira e nos falamos mais tarde ok? –Não é brincadeira, eu tenho outra. Antes mesmo que eu pudesse saber se ele não teria vontade de ver a criança, ele já havia saído do quarto.
Tínhamos tudo: Uma casa bonita, grande, dois carros na garagem, piscina, passeios aos feriados, porém, minha animação caiu de dez para zero numa escala emocional. Max nasceu numa quinta feira e era tão lindo e inocente que não fazia ideia do que estava a acontecer. Quando meu filho tinha cinco semanas de idade eu descobri que meu marido não só já tivera muitos casos, como também conheceu outra pessoa durante minha gravidez. Mudei-me para o subúrbio, os amigos sumiram, mas também quem ia querer ajudar uma pessoa sem dinheiro, morando longe e com um bebê recém-nascido para cuidar? Entrei em profunda depressão, desânimo e vontade de não fazer nada. Eu estava caindo num poço e não conseguia nem ver o fundo dele ainda. Meu filho não tinha culpa de nada, e eu tentava mascarar esse período ruim a dar sorrisos para ele – não queria que ele me visse chorando.
Os primeiros três meses foram resumidos a um borrão de lágrimas. Após licença voltei a trabalhar, mas não queria mostrar para ninguém o que havia acontecido comigo e fingia que as coisas iam bem. Num domingo chuvoso, quando Max fez seis meses, eu tive uma forte discussão com meu ex-marido ao telefone e, então fui fazer um chá para me acalmar, sentei na cadeira da cozinha e, após terceiro gole, a xícara espatifou de encontro à parede. Os cacos voaram para tudo quanto é lado, mas o barulho do estilhaço não foi mais forte que meu choro e meu grito de “não quero mais viver”. E então fui chorando baixinho e mantive assim por um bom tempo. Conforme as lágrimas cessavam, um silêncio tomava conta de mim, e então eu percebi que uma força que vinha de minha alma interior começou a se manifestar. Eu precisava tomar o controle da minha vida. Eu decidi não mais dar ao meu marido o poder de afetar minha vida com tanta negatividade, pois essa energia ruim queria me dominar também.
E então, súbito, arrumei as malas, peguei meu filho e fui visitar meu irmão a 623 quilômetros de distância. Dentro do ônibus eu cantava pra ele, sorria com ele, falava com ele... Que benção era meu filho... Me deu forças para continuar a viver todo esse tempo. Ele era a razão de minha vida, era quem me fazia levantar da cama todas as manhãs. Daquele dia em diante decidi concentrar-me na força e na confiança que existe no meu coração. Senti vontade de encontrar com os amigos e de rir com eles pela primeira vez em meses. Eu aprendi que minha felicidade tem que vir de dentro e é esta a lição que desejo compartilhar com os outros.
Sou responsável por minha própria vida, e não pela vida de quem me é negativo. E se eu quiser construir minha felicidade, não estarei a viver verdadeiramente ao lado de quem suga energias. Que o espírito dentro de mim seja livre. Que o espírito dentro de mim se encha de gozo em sua plena singularidade. Que o espírito dentro de mim se torne uma alegria e não algo que tenho medo de perder.
Que o seu espírito seja livre e voe alto.




A força do imaginário
Atletas olímpicos são pessoas ordinárias que um dia resolveram colocar em suas cabeças a realização de objetivos extraordinários. Marilyn King sempre quis saber o porquê de ela ser uma pessoa totalmente disposta a ter tanta força de vontade de ganhar quando - contrariando quaisquer esperanças - a possibilidade de executar seu feito com esmero era algo longe das expectativas de muitas pessoas.
Em 1976 a pentatleta Marilyn King havia sofrido um problema em seu tornozelo o que a fez amargar uma modesta décima posição nas Olimpíadas de Montreal. Na competição seguinte em Moscou ela não queria ficar para trás, de modo que um ano antes do início dos jogos de 1980 ela tirou licença da faculdade onde lecionava Educação Física e treinou efusivamente.
Porém, faltando poucos meses para a seletiva, a atleta foi acometida de uma dor descomunal o que a fez parar de treinar. Embora Marilyn se esforçasse para convencer os médicos que ela deveria ficar boa até a competição, o pessoal do hospital não tinha tanta certeza de que a jovem participaria do evento, nem ao menos os especialistas sabiam o que ela tinha. A pentatleta enfiou em sua cabeça que nada tiraria a vontade de competir - não havia mínimas possibilidades de não participar, calculava.
Diagnosticada com hérnia de disco, a única esperança que os médios deram foi que ela teria alta, porém, sem previsões de saída – o que aumentou ainda mais suas expectativas de chegar onde queria. Enquanto todos seus concorrentes se exercitavam fisicamente ela resolveu se exercitar mentalmente, pois. Do quarto do hospital Marilyn assistiu inúmeros vídeos dos pentatletas que haviam obtido recordes de 100 metros com barreira, arremesso de peso, salto com vara, salto em distância e corrida de 200 metros. Viu e reviu várias vezes, pausava a fita, voltava, ia de trás pra frente, enfim, se preparou muito. Ela conseguiu convencer a comissão de atletismo a montar os aparelhos no campo e, como já podia andar, fez, então, um reconhecimento de área e ficou a imaginar que pular e correr aquilo tudo, seria excelente - principalmente se ganhasse.
Os médicos se surpreenderam pela velocidade de sua recuperação, de modo que muito a contragosto do hospital ela foi liberada para competir. Foi lá e fez bonito. Entre dezenas de esportistas, qual não foi sua surpresa quando Marylin ouviu no alto falante que ela ocuparia o segundo lugar mais alto do pódio?
Três características são básicas para atingir níveis olímpicos, tais quais: física, mental e emocional. Não só é necessário força, mas também precisa estar bem consigo mesmo e focado no que vai fazer, porém, o que equilibra o físico e o emocional é a mente – por isso mesmo é altamente recomendável uma meditação nas montanhas a fim de ‘limpar’ a mente de tudo que as pessoas falam e tudo de ruim que ouvimos: Renovação de espírito.
Para se atingir um objetivo você deve ter uma imagem bem clara do que é exatamente esse objeto de conquista e mantê-lo firme em sua mente é um bom conselho. Se fixarmos essa imagem em nossas mentes, conseguiremos estar muito preparado a fim de seguir os passos que nos guiarão para a conclusão da nossa meta e, então, o ‘chegar lá’ terá sido apenas uma conclusão espontânea desse preparo.
Marilyn King è fundadora do Beyond Sports, uma organização que procura estender a aplicação do imaginário relacionada ao papel que o indivíduo desempenha na sociedade, incluindo a educação e a paz no mundo.


“Opte por aquilo que faz o seu coração vibrar, apesar de todas as consequências”Osho (1931 – 1990 India) líder religioso e mestre na arte da meditação.

2 de ago. de 2013

A vida não tem preço



Era uma vez uma menina pré-adolescente que não tinha mãe e queria um pai melhor, já que o seu era surdo-mudo. Com todo seu jeito de amar, o pai lhe desejava sorte quando a filha ia pra escola. Os gestos pareciam uma ofensa aos olhos da menina, já que ela não entendia aquela mímica toda. Invés do pai criticá-la o motivo da filha sempre estar de mau-humor, o mesmo a incentivava através de gestos que representavam motivação - mas ela não os compreendia. As outras garotas caçoavam dela por ter um pai que não falava, sofria muito preconceito e o bullyng era constante. A menina ficava chateada por causa disso ainda que o defendesse, mas como era rejeitada na escola, colocava culpa no pai, portanto. Nas refeições o pai contava piadas com gestos, porém, sem graça aos olhos da menina.
Ela queria um pai quem pudesse seus sonhos ouvir. E ele "ouvia": com o coração. Queria um pai que pudesse falar. A filha tinha um namorado e chegava muito tarde em casa. o Pai ficava nervoso. Soma-se a isso todo o stress da menina e seu extremo complexo de inferioridade, ela sempre se irritava facilmente. A fuga espiritual era frequente.
No aniversário de 15 anos, somente os dois estavam em casa, havia um pequeno bolo que, na cobertura lia-se: Feliz aniversário, com amor, papai - em braile. E também tinha um presente que era um cartão: Eu nasci surdo-mudo. Desculpe-me por isso. Eu não posso falar como os outros pais, mas eu quero que você saiba que eu te amo do fundo do meu coração, pois só tenho você. A menina tinha ido se arrumar para o aniversário, enquanto o pai a aguardava sentado na mesa com o bolo. Ouve-se um tiro. O pai sai em disparada. A filha jazia no chão. Tão logo, ele a levou para o hospital e implorava aos médicos que não queria que nada acontecesse à filha. Mas os médicos não entendiam mímica. A única coisa que o pai tinha era uma casa e um carro, e ele ofereceu como pagamento para o tratamento de transfusão de sangue. 'Minha filha não pode morrer, "falava". 'Tire meu sangue se for preciso'. Os médicos se reuniram e perceberam a dor do pai. O pai era presente e, com gestos, sempre aconselhava a garota ter saúde, estudar,  seguir os sonhos e ser feliz
Só havia um jeito de salvar a filha. Transfusão de um tipo sanguíneo raro. Apenas o pai tinha esse sangue, o que indicava que a menina sobreviveria, mas o pai não. No dia seguinte, o pai estava numa cama de hospital ao lado da cama da menina. Quando ela olhou para o lado, percebeu que seu pai estava morto, já que ele havia doado todo seu sangue a fim de salvar a filha. O preço da vida da garota foi impagável: A morte de um pai que a amava sinceramente, de coração aberto.

"Não existem pais perfeitos. Mas um pai sempre amará com perfeição, do seu próprio jeito" autor desconhecido.

26 de jul. de 2013

O primeiro papa Latino-Americano




Dia onze de fevereiro Bento 16 anunciou que deixaria o cargo e, a treze de março é eleito Jorge Mario Bergoglio, Vossa Santidade, o Papa Francisco - um jesuíta cheio de carisma que conquistou milhões de fãs com sua simplicidade.
Aqui no Brasil o primeiro lugar de sua visita foi Aparecida do Norte, de modo que, às 4 horas da manhã já havia uma fila homérica à espera do Papa . Contrariando o frio, os fieis - e não fieis também - estavam animados para ver aquele que, há pouco, assumiu o cargo mais alto da igreja católica. As pessoas que esperavam pelo Papa estavam na fila há mais de um dia, de maneira que a educação cristã desapareceu, já que muitas pessoas furavam a fila, uma vez que não havia polciamento naquela madrugada. Se o papa visse pessoas a furar fila não celebraria nem na basílica.
Os primeiros da fila chegaram ao Santuário de Nossa Sra. Aparecida às seis horas da manhã com  malas, roupas e cobertores a tiracolo e ficaram a procurar por informações durante o dia todo. O Papa só entraria pelo portão às sete horas do dia seguinte, domingo. Tinha gente que oferecia dinheiro para furar fila, pessoa que ofereciam comida para furar, porém, muitos não se vendiam, apenas queria assistir a missa.
Dentro do templo metade das cadeiras estavam reservadas às autoridades, porém, esse, não ficaram na fila a esperar mais de um dia sem comer, sem beber, sem ir ao banheiro... pelo contrário, desciam de helicóptero. Quando o Papa entrou, a emoção tomou conta dos fieis e, com sorriso no rosto, os cumprimentavam, de modo que foi bastante ovacionado por todos, embora a estrutura e organização deixaram a desejar. Fora do templo: frio e garoa. Milhares de fãs ouviram a missa do lado de fora a portar guarda chuva nas mãos.

Rio de Janeiro
Na visita à favela carioca de Varginha o Papa Francisco afirmou que só haverá paz nas comunidades se houver justiça social, "não haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que abandona à margem, parte de si mesma. Queria fazer um apelo para as pessoas de mais recurso e autoridades de boa vontade que não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e solidário" e ainda brincou que gostaria de tomar café - e não cachaça - na casa de cada brasileiros.
Para a Jornada Mundial da Juventude o Pontífície chegou às 16h. de segunda feira e foi recebido pela presidente logo no aeroporto. E pra quê carro blindado se ele deixou a janela do carro aberta, a fim de saudar a população? Desfilou pelo centro do Rio a bordo do papa móvel, beijou uma criança (que, uma hora dessas, além de abençoada, deve estar famosa) e chegou à Catedral Metropolitana que estava pintada com as cores de seu país. Vossa Santidade se encontrou com milhares de argentinos, mas o local não comportou todos os cinco mil fieis, peregrinos, voluntários, sacerdotes, simpatizantes e hermanos em geral. Tal evento, que não estava na agenda da Jornada, durou trinta minutos. Após, o Papa foi para uma festa católica na praia de Copacabana
Ontem o Papa rezou missa, ouviu confissões, se encontrou com presidiários, orou, fez reunião e assistiu à encenação da Via Sacra. Se a fé move montanha não se sabe, porém, moveu - com frio e chuva - um milhão de cariocas adoradores de sol.

“Bote fé, bote esperança e bote amor”,  Jorge Mario Bergoglio, Papa Francisco, (1936, Buenos Aires) durante homília.

19 de jul. de 2013

esse tal de facebook...



Aí eu acordo, vou para o computador, acesso meu e-mail e abro a primeira mensagem que é uma resposta de uma agência de viagens que me informa a respeito de como conseguir vistos e morar fora. Dicas boas até! Pulo pra próxima mensagem, e a coordenadora da escola me informa dos horários pós-férias. A terceira mensagem fala assim: "Guilherme: existem informações pendentes de seus amigos." Ignoro e pulo pra próxima que diz: "Fulano de tal também comentou um status em que vc foi marcado." Ignoro. "Sr. Omar aceitou seu pedido de amizade" ainda assim pulo pra próxima, já que não lembro do sujeito. "Maria do Carmo fez um comentário em seus post". A próxima mensagem em meu e-mail diz que minha esposa curtiu fotos que eu postei, mas como nem lembro das foto, então abro e, lá estão meus filhos que coloquei na rede.
Aí já viu né... uma vez dentro da rede social você vai, inevitavelmente, explorar tudo que se passa e surfa qualquer onda dentro daquele mar de fofocas. Existem coisas interessantes como: "Dia sete de setembro Brasil vai parar: 30 milhões de brasileiros nas ruas no país todo!".  Então começo a descer a barra de rolagem de meu computador e percebo postagens mais desinteressantes que outras: "hoje acordei." Acordou o que, meu? O pior são comentários "eu também...rsrsr", "acordou bem? saúde e sucesso". Tem alguns irônicos:: "nossa... é verdade? como vc ia conseguir escrever dormindo?"e por aí segue.
Mais abaixo existe um comentário de alguma adolescente do sexo feminino com a palavra: "quero", ao que os comentários são piores: "ahahaha...",  "eu também quero...",   " qué o q?",  " legal q vc quer, Ana... mas o que exatamente?",  "então vai querendo porque eu n te dou - ahahah", "fica querendo, então," Chego à conclusão que isso é um santo remédio para quem não tem nada a fazer - e olha que quase todo mundo tem "nada pra fazer", aliás, a gente arruma tempo pra tudo... até pra não fazer nada!
Aí alguém posta a foto do filho de dois anos babando doce de leite. O primeiro comentário é o maior clichê de todos: "Que lindo!" O segundo: "que fofo" O terceiro: "lindo...". O quarto: "fofo".. . É... a criatividade é uma coisa onerosa... dá preguiça tê-la! o vigésimo quinto comentário é o mais criativo: "como ele tá fofo Ká... parabéns". Aí tem alguém que curtiu um link de algum outro site intitulado: Os benefícios da homeopatia na menopausa do terceiro milênio" - quer dizer - quem vai ler isso?. O título é um convite para não ler, soma-se a isso o fato de que foi uma menina de dezenove anos que lincou, ou seja, o link não havia comentário algum.
Claro que as redes sociais, principalmente essa dai que é o titulo dessa coluna, existem para sanar a carência dos humanos. o Brasil é o segundo país em número de cadastros (63 milhões) atrás apenas do EUA (150 milhões). Diante dessa informação qualquer um pensaria: "vai ter gente carente e fofoqueira assim na China! Pois é... a China é o terceiro país onde mais se usa o portal - e olha que lá é bloqueado, hein.
"Essa foto está show!" alguém comenta sobre uma foto refletida no espelho, tirada com uma péssima resolução e desfocada! Os moleques fazem de tudo para agradar a menina que está a paquerar... vale até elogios em fotos que são horríveis. E então alguém te convida para jogar um troço que chama: Candy Crush Saga. É um joguinho no face em que você tem que formar colunas e linhas de docinhos. Quanto mais colunas ou linhas forem eliminadas, mais pontos você ganha. O negócio e um vício até você se cansar. Quanto mais fase você passar, mais estrada você vai ter para percorrer. Se a pessoa faz poucos pontos, ela para no início da estrada. Se o "amigo" desistiu de jogar com uma quantidade média de pontos, então para no meio da estrada. Tem aqueles viciados que concluem a estrada toda. O cara ficou quantas horas a jogar esse treco? Eu sou paciente para outras coisa , mas não para isso! Tanto que cheguei um pouco mais além da metade de meu caminho e não continuei mais, porém, me abre uma janela a me convidar para outro jogo, em que eu devo salvar animais de uma fazenda. A regra é parecida: quanto mais colunas ou linhas eu eliminar, mais animais serão salvos. Aí vem outro convite para jogar outra coisa e, então, dou início a uma nova saga, mas também não dura muito. Falei: "quer saber: tchau!"
Esse negócio de jogar no computador tira a vida da pessoa! Você esquece do mundo e, se tem algum compromisso mais sério, deve ser forte e abandonar seu jogo no meio da empreitada. Talvez seja por isso que eu nunca fui chegado em video games. Meu medo é justamente esse. Ficar na frente da Tv ou Pc e esquecer da vida. Por isso nem arrisco. Todos os amiguinhos do meu filho tem video-game na sala de aula, mas ela não, já que eu não fui criado com esse brinquedo.
Os patrocinadores do sitio são os piores: "siga essas dicas e perca dez quilos em três semana" ainda existem aquelas fotos do antes e depois: Na foto do "antes", a pessoa está tão magra que se bater um vento, ela voa - parece um filé de grilo! Na foto do "depois" parece que o Capitão América saiu da Máquina Incubadora - faz inveja até no Hulk!
Das informações que circulam na na rede, 80% são desconfiáveis. De toda a quantidade de sites que existentes na internet, 80% são proibidos para menores de dezoito anos. Conclusão: ou tem muita gente acreditando em mentiras, ou tem muita gente vendo coisa que não presta. (e o facebook é uma delas.)

5 de jul. de 2013

32 horas no hospital





Sábado último saí da casa sete e meia da manhã como faço sempre, a fim de ir pra escola lecionar. Estacionei o carro, desci, abri a porta do passageiro, abaixei-me para recolher alguns papeis e, nesse momento senti, de repente, um puxão forte nas costas, de modo que achei que era apenas um mal jeito. Bom, vai passar... pensei. Restavam dez minutos para as oito, respirei fundo e pensei: Vamos lá. Andava cambaleante, meio manco, já que a dor era forte. Entrei na sala de aula, havia alguns professores e, já enjoado, quis saber: -quando a gente tem uma forte dor nas costas, vocês sabem o que é? -Apendicite arriscou um deles. -Pedras nos rins, falou outro. Alguém indagou: Nossa! você está branco... o que está acontecendo? Nisso, a coordenadora entra e faz uma pergunta, cuja a resposta, para mim, era muito óbvia: Você está se sentindo bem?
Um aluno meu perguntou se eu estava bem e respondi que podia ser pedra nos rins. -Vixi! Eu já tive isso e rolava no chão de dor.... -E quando a gente tem isso, a dor não passa? -Não! demora pra passar. Outro professor assumiu minhas aulas. A gerente me perguntou se eu voltaria pra casa dirigindo ou iria com o SAMU. Não obrigado! falei do alto da minha fortaleza, -Não precisa chamar o samu. Pode deixar que eu volto dirigindo, afirmei sem ter conhecimento que a dor estava a me derrubar. Uma das secretárias veio junto, porém, ao chegar no carro, antes mesmo de girar a chave, falei: Não dá! chama o Samu.
Enquanto a ambulância não vinha, eu suava frio e a febre era intensa. Lembrarei desse momento como os minutos que mais demoraram para passar em todos os meus trinta e quatro anos de vida. Não sei como aguentei meia hora de espera: era o que me restava, pois! Entrei na viatura já no soro, colheram meu sangue e fui dar no Benficencia Portuguesa às 9h30 da manhã.
Ao descer da viatura, logo sentei numa cadeira de rodas, me colocaram deitado numa antesala e fiquei lá. Ao meu lado havia um senhor, já de idade, que não parava de tossir e mal falava. Mais tarde, entrou uma outra senhora muito doente que fazia cara de dor. São nessas horas que pensamos que, se não tivermos uma vida regrada à hábitos saudáveis, o nosso destino estará fadado a depender dos outros, e acabar numa cama de hospital, com certa frequência.
Aliás, não importa se você tem hábitos saudáveis; toma muita água; se exercita; tem saúde de ferro; se alimenta; não bebe; não fuma, quando se tem predisposição genética, a safada da pedra vai se deslocar do seu rim - uma hora ou outra. Às 13h30 dei entrada na internação e, como estava tomando muito remédio na veia, fiquei com bastante sono, mas não conseguia dormir porque as enfermeiras entravam direto no quarto: buscopan, tamiflu, tramal, novalgina, a dor não cessava e eu não tinha apetite. No domingo, às 15h, fui transferido para o Mário Covas. Ainda brinquei com o médico: Me libera até umas cinco, porque quero ver o jogo (final Brasil x Espanha).
Fiz um exame de tomografia, cujo resultado sai nesta quarta. Tive alta às 17h30. Até o exato momento em que escrevia essas linhas, o incômodo nos rins ainda era presente - convivo com uma dorzinha, mas não é intensa - o problema é se eu tiver cólica, aí corre pro hospital novamente. E olha que já tentei de tudo: chá de quebra-pedra, buscopan, quatro litros de água por dia. A vida segue!

"Tudo que é seu, encontrará uma maneira de chegar até você" - Chico Xavier (1910  - 2002, Minas Gerais), médium.



28 de jun. de 2013

cronica da inocência


Crônicas da inocência

Não importa se você é rico, gordo, feio, pobre, bonito, - a criança não enxerga essas coisas. Independentemente de sexo, religião, cor, classe social - a criança ama incondicionalmente. Se você briga com ela por causa que ela fez da panela uma bateria, alguns minutos depois, portanto, ela estará ao seu lado a solicitar-lhe atenção. Se você esbraveja só porque a criança rabiscou um documento importantíssimo que você esqueceu sobre o criado-mudo; algumas horas após ela estará com a cabeça encostada no seu ombro a pedir-lhe carinho.
Quando tornamos adultos, por vezes, ouvimos sugestões do tipo: 'não seja ingênuo!' - como se isso fosse a pior coisa do mundo. Absolutamente! Minha avó, por exemplo, morreu com oitenta anos sendo ingênua, viveu muito bem, e isso nunca foi uma desvantagem: minha mãe é ótima pessoa, assim como meus tios - a educação não foi influenciada pela ingenuidade de minha vó.
E então o filho chega em casa a reclamar que o coleguinha da sala o empurrou, e o pai diz: 'Não seja bobo, filho, vá la e revide'. Pra quê? Pra gerar violência? Talvez o mais correto a fazer é ignorá-lo de modo a não mais falar com esse "coleguinha". Ok, a vida tem suas vantagens e desvantagens em fazer-nos aprender que, alguns momentos, não podemos ser tão ingênuos, mas a pureza do ser-humano tem muito de nossa consciência. Se você achar uma carteira com cem reais e o RG, você entrega ao dono?... é a sua consciência que manda!
A criança não faz por mal, não mede controle... às vezes solta um palavrão porque ouviu alguém falar, mas cabe aos pais advertir. Já diziam grandes filósofos da época Antes de Cristo: A retórica é o melhor remédio. Ou seja, quem não se comunica se estrumbica (sic). Até um ano de idade Pedro Henrique, 6, meu filho, viveu único. Daí, vieram os gêmeos, o que reduziu em 33,33% a atenção voltada para o primogênito, de maneira que causou-lhe insegurança. Soma-se a isso o fato de termos tirado a chupeta do Pedro precocemente. Resultado: chupa dedo até hoje
Passei-lhe um sermão: "Pedro, a vida não é tão fácil como parece. Ninguém vai passar a mão na sua cabeça pelo resto da vida, e você  nem vai ficar chupando esse dedo pra sempre. Esteja certo que a vida vai te dar porrada, mas não importa o quanto ela vai te bater, importa o quanto você aguenta apanhar. O que importa é resistir. Manter-se vivo,então: Força!! Enfie nessa sua cabeça que você consegue e repita: 'eu não vou chupar mais o dedo, eu vou conseguir eu vou conseguir.'" E nunca. nunca deixe os outros falar que você não pode, porque você PODE!
Após alguns segundos repetiu: "eu vou conseguir, eu vou conseguir" Funcionou! às vezes uma conversa basta, ele está no caminho a fim de atingir tal objetivo.
"Primeiro a chuva, depois o arco-íris. Acostume-se com essa ideia" autor desconhecido.

21 de jun. de 2013

Sorte!



É um significado esquisito, é distante do mundo real, inexiste, é abstrata e não acontece da noite para o dia; de modo que não é porque está escrito ‘boa sorte’ no rodapé da prova bimestral que você terá um ‘dez’! Se não estudou, não há votos de boa sorte que faça você ser o primeiro da classe. Soa-me como uma palavra jogada ao vento: Boa sorte, alguém fala quando sabe que você vai fazer uma entrevista, ou estrear uma peça. Ok, é uma maneira positiva de motivar as pessoas, e não é nenhuma equação difícil saber que conhecimento + oportunidade é =  a sorte, se compreendermos que deve-se ter o conhecimento necessário para que se tenha sorte.
Neymar tem sorte de fazer gols? Pô, o cara é o melhor jogador do Brasil - faz coisa com a bola que ninguém faz, porque treinou anos a fio pra isso - ele nasceu para jogar bola e teve sorte? Shumacker tem sorte de ganhar seis vezes o campeonato mundial? O piloto alemão tem competência e muita garra - isso chama-se preparação!
Quando passei uma temporada em Nevada – EUA, onde a jogatina é legal, em todos os cassinos havia cartazes com os rostos das pessoas que faturaram boladas milionárias nos caça-níqueis, depois, eu soube que aquilo não passava de propaganda para incentivar os azarados mais desavisados que correm o risco de, certamente, perder seus quinhões, como eu, por exemplo. Se cassino servisse para distribuir dinheiro, o mesmo não teria tanta grana! Ou seja, você até pode ganhar algumas dezenas de dólares, mas nada que trará prejuízo ao cassino avarento. As pessoas com sorrisos de ponta-a-ponta - cujas fotos estão espalhadas nos cassinos - realmente ganharam grana, mas pode ter certeza que foi bem menos que a metade do que deixaram lá suas vidas inteiras - já que são viciados!
Tampouco se nasce com a sorte. Do ponto de vista da compreensão integral desse fenômeno, quando vem à luz uma criança, a mãe fala: que menino de sorte, bonito e saudável (até vizinhos falam isso pra encher a bola!). E enche mesmo, pois a criança só não vai ter sorte na vida, como ainda vai ser bonito e saudável, de modo que, numa visão holística, isso não tem a ver com conceitos físicos e, sim, psicológicos. Por mais que a criança seja feia, ela se sentirá bonita por dentro e isso será aflorado através de sua própria energia, pois cresceu ouvindo elogios. Cresceu ouvindo que tem sorte? Vai ter! Cresceu ouvindo ouvindo que é saudável? Vai ser: o que se planta no desenvolvimento infantil trará frutos na vida adulta!
Aquilo que anda contigo, faz parte de você, quiçá, conseguirá até achar dinheiro na rua, pois, subconscientemente, o significado daquela palavra ficou inserida em sua cabeça, e foi direcionada para todas as ações que você fez, faz e fará - o que culmina em sucesso, dando o nome a isso de sorte - talvez, ao nascer, a mãe achou que a criança tivesse sorte porque veio com os olhos claros, por exemplo – não importa - quando você ouve o que gosta, essa energia é captada. ‘Sorte’ não passa de um termo incentivador.
Aí eu fui jogar na mega-sena acumulada. Vi que os três últimos números batiam com o que eu tinha em mãos. Moça, olha, acertei esses números. Como o bilhete tem código de barra, ela escaneou e disse: Veja aí no visor desse aparelhinho o quanto você ganhou. - Oito reais, só?, indaguei... no verso do bilhete diz que quem acerta a centena leva sessenta reais... – Não posso fazer nada, se a máquina fala oito reais, então é esse o valor. Saí de lá a ponto de desconfiar que a maquininha precisava de manutenção urgente. Sorte? Bah! Prefiro acreditar que a mola propulsora que me motiva a ganhar dinheiro honesto, corresponde a cada gota do suor de meu trabalho, a que pensar que um dia eu possa obter dinheiro com jogos! Os sessenta reais foram divididos em várias pessoas que também acertaram a centena – por isso recebi pouco. Talvez eu seja cético demais para acreditar que vou ganhar na loteria por pura sorte, ou qualquer coisa que valha.

“Você não pode esperar ser um cão sortudo, se passa todo seu tempo rosnando” autor 

6 de jun. de 2013

A cara do Brasil



Segue abaixo comentário de um aluno que nasceu na França e rodou boa parte do mundo. Atualmente, George está no Brasil.
-Aqui no Brasil, tem três vocábulos para a mesma palavras: mandioca, aipim e macaxeira. Lá  na França nem existe mandioca. -Aqui no Brasil, não se pode tocar a comida com as mãos. Nos fast-foods, hambúrgueres se come dentro de um guardanapo. Toda mesa de bar, restaurante ou lanchonete tem guardanapos e palitos. Até no açougue a carne é embalada, tudo higiênico. -Aqui no Brasil, os casais, dentro dos restaurantes sentam um do lado do outro como se estivessem no banco traseiro de um carro!
-Aqui no Brasil, não tem o conceito de refeição com entrada, prato principal, queijo, e sobremesa separados. Em geral se faz um prato com tudo: verdura, carne, queijo, arroz e feijão. Aqui no Brasil, todo mundo gosta de pipoca e de cachorro quente, não entendo! Aqui no Brasil pode-se pedir a metade da pizza de um sabor e a metade de outro, ideia simples e genial! Há muita comida aqui: desperdiça-se demais. -Aqui no Brasil, se produz o melhor café do mundo e em grandes quantidades. Uma pena que, em geral, se prepare muito mal e cheio de açúcar. 
-Aqui no Brasil, não falta espaço. Falam que o país tem dimensões continentais. E é verdade, daria para caber a humanidade inteira no Brasil. Mas então se tiver tanto espaço, por que é que as garagens dos prédios são tão estreitas? E por que não tem ciclovias? E por que nas calçadas os pedestres não conseguem passar direito? -Poucos são os brasileiros que conhecem artistas argentinos ou colombianos. O Brasil, às vezes, parece uma ilha gigante na América latina, embora tenha uma fronteira com quase todos os outros países do continente. Praias bonitas não faltam, mas eles insistem em ir para Europa e conhecem mais lugares do que eu. Não poupam: Gastam suas moedas com viagens! Sequer conhecem a Amériaca do Sul. -Aqui no Brasil, os chineses são japoneses.
-Aqui no Brasil, parece que a profissão onde as pessoas são mais felizes é coletor de lixo. Eles estão sempre empolgados, correndo atrás do caminhão como se fosse um trio elétrico do carnaval. Eles também são atletas: têm energia para correr, jogar as sacolas, gritar, e ainda falar com as mulheres passando na rua. -Aqui no Brasil, no táxi nunca se paga o que está escrito.
 -Aqui, a vida anda devagar. É normal estar preso no trânsito o dia todo e ficar 10 minutos na fila do supermercado, nem que tenha apenas uma pessoa na sua frente. Demora para passar a compra e, muitas vezes, a pessoa do caixa tem que digitar os códigos de barra na mão. Às vezes ela pede ajuda para outro funcionário. Mas, na hora de retirar o cartão é rápido: “pode retirar, senhora!”. -Aqui no Brasil, não se assuste se for convidado para uma festa de aniversário de dois anos de uma criança. Vai ter mais adultos do que crianças, e mais cerveja do que suco de laranja. Também não se assuste se parece mais com a coroação de um imperador romano do que com o aniversário de dois anos. É ‘normal’. 
-Aqui no Brasil, sinais exterior de riqueza são muito comuns: carros importados, restaurantes caríssimos em bairros chiques, clubes seletivos cujas cotas atingem valores estratosféricas -Aqui tudo se organiza em fila: fila para pagar, fila para pedir, fila para entrar, fila para sair e fila para esperar a próxima fila. E duas pessoas já bastam para constituir uma fila. -Aqui no Brasil, o ano começa “depois do Carnaval”. 

"Aprendi que eu não vou contentar todo mundo. Apenas estar em paz comigo mesmo, já é o suficiente" - autor desconhecido (fonte: site de videos).

31 de mai. de 2013

Brasil visto por outros olhos


Tenho um aluno que nasceu na Holanda, mora na França, conhece boa parte da Europa, já viveu no Japão, e agora trabalha no Brasil. Segue abaixo algumas coisas interessantes sobre a nossa cultura vista por outros olhos.
-Aqui no Brasil, relacionamentos são codificados e cada etapa tem um rótulo: peguete, ficante, namorada, noiva, esposa, ex-mulher, rolo, galho. -Aqui no Brasil, tem um jeito estranho de falar coisas muito comuns. Por exemplo, quando encontrar uma pessoa, pode falar “bom dia”, mas também se fala “e aí?”. E aí o que? Parece uma frase abortada, que não há continuação. Às vezes eles respondem: “imagina”. Imagina o que? -Aqui no Brasil é comum conhecer alguém, bater um papo e falar: “a gente se vê, vamos combinar, tá?”, e nem trocar telefone. -Aqui no Brasil, a palavra “aparecer” em geral significa, “não aparecer”. Exemplo: “Vou aparecer mais tarde” significa na prática “não vou, não”. -Aqui no Brasil, marcar um encontro às 20h significa às 21h ou depois. Principalmente se tiver muitas pessoas envolvidas. Quando encontra-se com uma pessoa, se fala: “Beleza?” e a resposta pode ser “Jóia”. Traduzindo numa outra língua, parece que faz pouco sentido, ou parece um diálogo entre o Dalai-Lama e seu discípulo. Por exemplo, em inglês: “The beauty?" –"The joy!”. Como se fosse um duelo filosófico de conceitos abstratos.
-Aqui no Brasil, a torneira sempre pinga. -Aqui, os homens se abraçam muito. Mas não é só um abraço: se abraça, se toca os ombros, a barriga ou as costas. Mas nunca se beija. -Aqui no Brasil, o polegar erguido é sinal pra tudo: “Tá bom?”, “obrigado”, “desculpa”. -Aqui, quando você tem algo pra falar, é bom avisar que vai falar antes de falar. Assim, se ouve muito: “vou te falar uma coisa”, “deixa te falar uma coisa”, “é o seguinte...”, e até o meu preferido: “olha só pra você ver”. -Aqui no Brasil, as pessoas saem da casa dos pais quando casam. Assim, tem bastante pessoas de 30 anos ou mais morando com os pais porque ainda não casaram! -Aqui, os homens não sabem fazer nada das tarefas do dia a dia: não sabem faxinar, nem usar uma máquina de lavar. Não sabem cozinhar, nem a nível de sobrevivência: fazer arroz ou massa. Não podem concertar um botão de camisa. Nem pneu de carro trocam. Gasolina é alguém que põe por você no posto!
-Aqui no Brasil, se acha todo tipo de nomes, e muitos nomes americanos abrasileirados: Gilson, Rickson, Denilson, Maicon, etc. -Aqui, os homens se vestem mal, ou seja, não ligam. Parece que a beleza exterior não importa! Sapatos para correr se usa no dia a dia, sair de short, chinelo e camiseta é comum. Eles saem de roupas de esportes sem a intenção de praticar esporte. -Aqui no Brasil, a música faz parte da vida. Qualquer lugar tem música ao vivo. Muitos brasileiros sabem tocar violão um pouco. Existem músicos talentosos, mas eles nem tocam as próprias músicas. Bares estão cheios de bandas de cover. -Aqui no Brasil, quando um filme passa na televisão, não passa uma vez só. Se perder pode ficar tranquilo que vai passar mais umas dez outras vezes nos próximos dias. Assim já vi “Hitch, conselheiro amoroso” umas quatro vezes sem querer assistir nenhuma. E novela é mais importante do que cinema. Mas o cinema nacional aqui é bem legal!
-Aqui no Brasil, futebol é quase religião. Esporte aqui é: ou academia ou futebol. O clima é muito bom. Tem bastante sol, todas as condições estão reunidas para poder curtir atividades fora. Porém, aos domingos, se quiser encontrar uma alma viva no meio da tarde, tem que ir pro shopping. As ruas estão às moscas, mas os shopping estão lotados. Shopping é a coisa mais sem graça do Brasil.
-Aqui no Brasil, o povo é muito receptivo. É natural acolher alguém novo no seu grupo de amigos. Isso faz a maior diferencia do mundo. Obrigado brasileiros!

"Gaste um pouco mais de tempo sendo quem você é. E um pouco menos de tempo tentando impressionar os outros." autor desconhecido

16 de mai. de 2013

O menino que não queria fazer papel de árvore




O colégio onde Mário estudava mostraria para pais, alunos, funcionários e convidados a peça do ano. Era um trabalho teatral em comemoração ao ano letivo e Mário foi escalado para fazer o papel de árvore na história, em que consistia em se fantasiar de árvore e ficar plantado no fundo do palco do começo ao fim da peça - nada extraordinário ao seu ver.
Toda vez no almoço, quando a família estava sentada à mesa, o menino comentava a mesma coisa com seus pais:
-Mãe, a peça vai começar daqui um mês e nós já iniciamos os ensaios, mas eu nem quero ir. -Por que não, filho? -Por causa dessa árvore ridícula que eu tenho que fazer. O garoto até tinha razão, de modo que não havia motivo ensaiar para um papel de árvore - a bem da verdade é que Mário estava cabisbaixo.
No dia seguinte o menino queixou-se outra vez. Sempre falava da tal árvore, até que um dia o pai procurou resolver a questão. Entre uma garfada e outra ele pergunta: -Filho, como é o nome da peça? -Chama-se 'Não leve meu sol embora'. -Então você pode ter certeza que a árvore é muito importante pra essa peça. -Por que pai? -Porquê árvores se alimentam de luz solar. Após o pai explicar o papel da árvore na natureza, cuja importância é vital para o ser humano, o menino, entendeu, porém, o pai percebeu que o filho ainda precisava de um incentivo: -Vem cá filho, vou te mostrar uma coisa.
O pai guardava um carro antigo na garagem, mas era muito conservado. Até capa tinha a fim de não pegar poeira. Quando chegaram na garagem, o pai perguntou: -O que você vê aqui filho? -Um carro que você guarda na garagem, pai. O experiente moço retirou a capa, abriu o capô e disse: -E agora, o que vê? -Bom, eu vejo um montão de parafusos e peças que eu nem sei o que é. -Pois bem filho, esse montão de peças e parafusos são essenciais para o bom funcionamento do veículo. Tá vendo esse parafuso aqui? -Tô! -Então tome essa chave de fenda e tire ele. O menino fez a simples tarefa, ao que o pai pediu: -Agora ligue o carro. O menino fez a tarefa novamente, porém sem sucesso. -Ih pai... acho que seu carro tá velho, nem ligou. -É... eu percebei que não ligou! Filho, faz um favor, então: rosqueie esse parafuso de onde você tirou e depois tente ligar o carro de novo. O menino assim fez e o carro realmente funcionou.
O pai não precisou falar nada. Naquela mesma noite eles assistiram um jogo de futebol na TV, já que o time preferido de ambos fariam uma árdua partida. O goleiro tinha sido o melhor jogador do confronto e, ao término do duelo, o pai salientou: -Tá vendo filho, imagine se não tivesse goleiro... todos são importante numa equipe, principalmente sua árvore. Vá lá e encare-a como o melhor papel da peça; como a melhor profissão do mercado; como o componente principal de um carro. Seja o goleiro da sua apresentação, e faça o melhor que há dentro de você.
Convenhamos que papel de árvore, de fato, não requer tantos desafios, mas isso era o de menos para uma criança que se sentia motivada, feliz e preparada. E o que importa, não é a quantidade de aplausos exteriores; e sim a sensação de paz interior pelo dever cumprido.

"Nossas dádivas são traidoras, e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar" - autor desconhecido.

10 de mai. de 2013

Mãe só tem uma




Ter filhos não é fácil. Mães sabem disso melhor que pais. Para o gênero masculino a rotina não muda tanto quanto a da mãe, já que, por vezes ela deve abdicar do trabalho, entre outras coisas. À medida que as fases das crianças vão passando, percebemos vantagens e desvantagens. Os pequenos acordam de madrugada e não deixam você dormir, e ainda confundem panela com disco voador. 
Não há maneira errada de se cuidar de filhos. Cada mãe sabe onde o calo aperta. A mãe moderna é mais permissiva, sai junto com a filha e até aconselha que namorado ter. Só ela sabe o que é melhor. Se a mãe é uma pessoa que tem uma vida agitada, sai de manhã para trabalhar, leva os filhos na escola, no final do dia vai ao supermercado, e ainda leva o filho para a festa do amiguinho, então significa que esses filhos vão crescer com cabeça-aberta e, que nesse mundo, existe muito mais coisa a ser vista do que nossa vã ideia possa imaginar. Agora, se a mãe e uma dona de casa, não consegue deixar seu lar nem por decreto, então, uma filha, por exemplo, não terá referência do que é sair, e não saberá que o mundo pode ser grande. As duas situações são válidas. As duas situações demandam aprendizado.
O sentimento de mãe é onipresente, mesmo  sem filhos, já que a mulher é capaz de tratar bem os amigos, familiares, e até bichinhos de estimação - é a famosa mãe de todos. Esse é um sentimento de doação, carinho e proteção. Existem também as mães teimosas que, pelo excesso de proteção não vai deixar nada acontecer com o filho. Aí é que está: tem que acontecer algo para aprender com a vida! Ainda que exista muito amor em todas essas manias de mães, elas são tão cautelosas quanto conselheiras.
Ser mãe é insubstituível e, porque mãe só tem uma!

"Você sempre será uma criança enquanto tiver uma mãe a quem recorrer" - Sara Ornet Jewet (1849 - 1909), romancista americana.

26 de abr. de 2013

O sorvete de bola




Se existe algo unânime entre todos os seres humanos, o hábito de viajar pontua os primeiros lugares na lista das paixões. Independentemente de sexo, idade, religião, poder aquisitivo, sempre haverá um lugar para passear, comprar, descansar, e se entreter ao modo que lhe convém.
Filhos, esposa e eu fomos a um parque aquático, e era uma coisa que eu nunca antes vira: uma lagoa coberta com marolas. Havia crianças a brincar; idosos que se banhavam; pessoas que se divertiam. Era uma verdadeira represa, daquelas de fazer inveja no monstro do Lago Ness -  tinha tanta água que havia inúmeros tampões a fim de bloquear a passagem da mesma para que não escorresse cidade afora, já que o parque ficava nas proximidades urbanas da região, bem como um açude. Diziam que ali havia quase um milhão de metrso cúbicos de água – muita coisa! Entorno havia orlas para passear, bancos para sentar, restaurantes, bares, sorveterias, enfim, um centro de consumo diverso: um ponto turístico ímpar.
As ondas vinham de pouco em pouco, mas começaram a crescer. Eu estava num banco sentado, de modo que meus três filhos compreendiam o ângulo de minha visão. Minha esposa tinha ido buscar um sorvete de bola.
Sem saber de onde, nem como, eis que, repentinamente, surge uma grande onda. Ninguém ali naquele lugar tinha tempo pra nada e, quando dei por conta, a coisa estava sobre minha cabeça, segurei firme no banco e existem momentos na vida em que a gente tem cem por cento de certeza das coisas, e ali me convenci que nenhum cristão sobreviveria. Fazer o que? Sempre digo que se algo tiver que acontecer, que seja comigo; se tiverem que sequestrar meus filhos, me levem. Se tiver que me atirar na frente de uma bala para salvar a vida deles, não tem problema. Coloco a família em primeiro plano e estou sempre um passo à frente, a fim de protegê-los. Mas ali não tinha jeito. A tsunami arrastou tudo!
Quando eu estava debaixo d`água e não tinha mais fôlego, a corrente me puxou ainda mais para baixo, porém, me levou a uma vala que parecia um bolsão de ar. Fiquei preso ali, e pensava na família. O maremoto só acabou porque os tampões foram arrebentados pela força da água: inundou a cidade e, no lugar da gigante piscina, ficou um imenso vale seco – a água escoou toda. Havia muitas pessoas ao chão. Desesperei-me em busca da família. Perguntava a todos se haviam visto crianças, mas estavam aterrorizados. Alguém me disse com infeliz realidade que a chance de terem sobrevivido era impossível.
Horas depois, o resgate apareceu e, em minha direção, uma moça trazia uma maca de dois andares, tal como um beliche. Na parte de baixo, meu filho Lorenzo. Na parte de cima, meu outro filho Pedro Henrique - os dois intactos como pedra. Minutos após, Lorenzo começou a se mexer, peguei-o no colo, mas o Pedro nem sinal e tentei reanimá-lo, de modo que demorou a abrir os olhos, porém, quando o fez, transbordou em felicidade ao me ver: minha emoção aflorou.
Faltava minha outra filha e minha mulher, eu já estava desesperado e assustado, não sabia o que fazer e fiquei no local sem me mover, foi quando apareceu minha esposa de mãos dadas com a menininha. Ambas, felizes, vinham em minha direção e, Lara, com uma das mãos segurava um sorvete de bola.

“Não se prende a natureza, pois quando se libertar revoltará em fúria”. – autor desconhecido.

19 de abr. de 2013

meninos do morro



João trabalhava numa indústria que fabricava peças de carro. Um belo dia foi visitar uma outra empresa, próximo à favela.
Quando o motorista deixou a rodovia a fim de entrar no bairro, alguns metros depois havia um sujeito que se impôs à frente do veículo e, com a palma da mão direita estendida, fez sinal de parada. O carro parou e o homem se aproximou com uma das mãos na cintura, trajava uma jaqueta preta em pleno mormaço quente -quem são vocês? O motorista já a perceber a situação, olhou para João e disse: -espera um pouco aqui que eu já volto. O motorista desceu do carro e, acompanhado do rapaz, andaram alguns metros, de modo que começaram a conversar. João observava tudo de dentro do carro e, curiosamente, quis saber o que os dois conversavam. Minutos depois o motorista retornou: -a barra 'tá' limpa, já podemos prosseguir. João olhou assustado para o motorista enquanto o rapaz do lado de fora fazia sinal para avançar.
Até chegar a empresa, o carro precisaria percorrer mais uns cinquenta metros. O empreendimento era absurdamente fantástico, e grande. Antes mesmo de abrir o portão da companhia, um senhor uniformizado de boina branca veio atendê-los. Após as devidas apresentações, os portões foram abertos e, dentro do parque industrial, enquanto dirigiam para a porta de entrada, admiravam a beleza do local. A fachada era composta de cubos de cimento acinzentados; havia um vão livre enorme, cujas pilastras nos extremos sustentavam o prédio de cinco andares de altura e vinte e cinco metros de comprimento. No centro da fachada existiam janelas que eram cobertas por películas azuis transparente que refletia o belo jardim à frente de chafarizes que funcionavam com água reutilizável.
João não conseguiu entender porque uma empresa tão bonita ficava à base de um morro, ao lado de uma favela. O trabalho de João era fazer auditoria na empresa, portanto deveria ficar por lá o dia todo. Na hora do almoço tiveram que sair e, dessa vez, o gerente de produção da companhia estava a bordo do carro, juntamente com João e o motorista. O senhor uniformizado de boina branca abriu os portões para que saíssem. Mais adiante o carro foi parado novamente, no mesmo lugar de antes - dessa vez por um rapaz diferente. O gerente de produção desceu do carro e foi conversar com o moço, tão logo foram liberados. João ficou sem entender, mas não perguntou nada. Quando retornaram do almoço,  o mesmo procedimento foi feito, ou seja, João percebera que toda vez que entrava um carro desconhecido ali, era preciso algum tipo de negociação com alguém a fim de liberar passagem para continuar.
Antes de João se despedir do gerente de produção, questionou: -Só uma coisa Francisco, por quê você desceu do carro e foi falar com aquele rapaz na hora em que fomos almoçar? -Porque eu precisava dizer que nós retornaríamos... e também disse a ele que vocês faziam parte de uma força profissional, cujo expediente acabaria às 17h. -Mas por quê você tem que dar satisfação a ele? -por que ele é funcionário do "morro", e a passagem de estranhos só é permitida se eles deixarem, entendeu?
Na viagem de volta o motorista ainda acrescentou que a empresa só estava lá porque antes da invasão das pessoas que moram no morro , a companhia já exista há muito tempo, e é por isso que a empresa fica num território onde a facção impera. -Então quer dizer que estávamos cercados de bandido? concluiu João. -Não! quer dizer que o dono da empresa também é dono do morro! João, portanto compreendeu que as pessoas que invadiram aquele lugar tiveram que pedir permissão para a empresa a fim de se instalarem lá.

"não importa a quantidade de vezes que você vai apanhar. Importa o quanto você consegue resistir" - autor desconhecido.

12 de abr. de 2013

O quadro do Padre





Era uma vez um Padre que não gostava de ET´s. Um dia ele solicita a um pintor famoso que desenhasse uma obra.
-Qual tipo de quadro, Senhor?
 -Fica a seu critério, só não me faça nada surreal.
De modo que o artista não só gostava de acreditar em seres de outro mundo como sempre retratava em suas obras disco-voadores e afins. Era um dos melhores pintores da época, por isso foi contratado pela Santidade.
Estava lançado um tremendo desafio para o artista. Como fazer uma pintura sem colocar aquilo que via e acreditava? Teve a ideia, pois de desenhar OVNI´s na tela sem que as pessoas percebessem. Depois de pronto foi ter com o Padre.
-Vossa Santidade aqui está o que pedira. O padre adorou.
 -Muito bonito mesmo, obrigado.
A grande obra de 20 x 25 ficou estampada no hall de entrada do templo, passagem que levava pra dentro da igreja. A pintura consistia num homem de barbas brancas, ajoelhado ao chão a trajar um roupão azul claro, segurava um cajado e havia uma cumbuca de água ao lado. Ele olhava para o céu na esperança de rogar por algo. Atrás dele pessoas... muitas delas a assistir aquilo que pareia uma prece e, do céu, saíam faíscas que pousavam na frente do personagem como fogo que chamusca a energia dos céus.
No canto superior esquerdo, o detalhe de uma nuvem. Ao lado dela, uma outra nuvem que na verdade era um tipo de desígnio subliminar... sim um ovni estava lá... cheio de ET`s, mas ninguém via. Ou, somente poucas pessoas mais sensíveis conseguiam perceber a presença de alienígenas no céu cinzento.
Mensagens subliminares estão em qualquer propaganda artística vigente - mas só estão lá pra quem sabe e quer ver.

"Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor." - Wolfgang Amadeus Mozart. (1756 -  1791, Áustria)

28 de mar. de 2013

O turismo em prece




A Semana Santa é motivo de fé: coelhos, ovos, chocolates, espetáculos, eventos - tudo isso marca a devoção. Na Espanha acontece a mais autêntica demonstração de fé, já que os católicos vestem chapéus cônicos pretos, a fim de esconder os rostos pela suas penitências - uma das imagens mais simbólicas da Semana Santa. As ruas são tomadas de fervor, cânticos e preces em procissões por inúmeras cidades. Na Guatemala há vigílias entre o domingo de Ramos e o domingo de Páscoa, as igrejas montam belíssimos cenários e frutas e flores são ofertadas. No Peru, fiéis carregam nos ombros pesados objetos de madeira com mais de dois metros decorados com espelhos, o que representa a alma de cada devoto.
A primeira vez que ouvi falar de Gramado, foi quando eu estudava cinema há uns bons quinze anos. Existe um Festival Internacional da sétima arte lá. Gramado? Só deve ter grama nesse lugar, pensava. Pelo o que meu irmão conta, visto que ele é gaúcho, é uma das mais bonitas cidades do Brasil. Acontece lá a décima oitava edição do Chocofest que, desde a semana passada está em comemorações com esse feriado que remete à Paixão de Cristo. Com espetáculos exposições, leilões, desfiles, exposições, 350 mil pessoas são esperadas - maioria turistas, já que Gramado tem pouco mais de 32 mil pessoas. Canela, cidade vizinha vai no mesmo embalo: Está toda coberta com motivos pascais.
A morte, ressurreição e ascenção ao céus, é sempre motivo para encenação teatral Brasil afora. No Recife, há uma cidade chamada Brejo da Madre de Deus, há 180 quilômetros de Recife que é palco do maior espetáculo do país. A peça chama-se Paixão de Cristo de Nova Jerusalém e desenrola em nove palcos pela cidade, onde a plateia participa juntamente com os atores, famosos, aliás. Essa cidade-teatro comporta monumentos como réplicas de palácios, templos e vilarejos de Jerusalém, tem a participação de mais de 500 figurantes e são esperadas 70 mil pessoas para a temporada de 22 a 30 de março. Agências de turismo têm pacotes exclusivos para o evento, sem contar que dá para esticar até Porto de Galinhas.
Santana de Parnaíba, 40 quilômetros da capital recebe o segundo maior espetáculo do país. A comunidade participa das encenações mais de 120 atores são garantidos,  o espaço cenográfico tem 15 mil metros quadrados e é montado às margens do rio Tietê - dias 28,29,30. Na cidade de Itu a tradicional peça sobre Paixão de Cristo é encenada desde 1976, e acontecerá no estádio do Ituano, a entrada é gratuita no dia 29 às 19h, além de procissões. Boa Páscoa a todos!

"Você nunca será bom o suficiente para gostar de todos. Mas será perfeito para alguém que te mereça." - autor desconhecido

22 de mar. de 2013

O homem que nunca se irritava.



  
Um grupo combinou de sair. Eram cinco. O destino: um restaurante. Entre eles, Bruno, quem possuía uma característica difícil de encontrar nas pessoas que habitam a cidade grande: ele era tão calmo quanto um rio que não necessita ser empurrado. Na escola tal virtude - se assim podemos dizer - lhe rendera vários apelidos, como “Charlie Brown”, “devagar-quase-parando”, “Mister Magoo” entre outros mais que surgiam com a moda da época.
E tal qual um rio que sempre vai pra frente, Bruno tinha objetivos claros de nunca parar na vida; não era preguiçoso; gostava de fazer muitas coisas e apreciava os momentos que a vida fornecia. Ele sabia da dificuldade em encontrar qualidade de vida numa cidade agitada, em que o sobrenome das pessoas levava a alcunha de “estresse”.
Então, no restaurante os amigos armaram para irritá-lo. Até a garçonete entrou na combinação: Ela sabia de tudo. Sentados envoltos à uma mesa redonda, os amigos de Bruno esperavam por uma sopa deliciosa, e quando chegou o prato, a garçonete, no entanto, não serviu Bruno.  
-Moça, por favor.
-Pois sim, cavalheiro, o que deseja? E, então, ele falou com toda a calma de espírito. -Desculpe-me, mas acho que a senhora esqueceu de trazer meu prato. 
-Ah, sim! desculpe-me, vou pegá-lo. 
Os amigos na mesa não falaram nada, só observaram. Eles já haviam terminado a sopa, de modo que Bruno tornou a chamá-la. -Moça, acho que a senhora deve ter esquecido da minha sopa, talvez seja o imenso trabalho aqui no restaurante.
-Sim senhor, desculpe senhor, já vou verificar. Nisso, a garçonete percebeu que os amigos já haviam terminado e ofereceu a eles: -Com licença rapazes, vocês vão querer mais sopa? Todos concordaram! Quando ela trouxe a iguaria à mesa, esqueceu-se novamente de Bruno. Os amigos continuavam calados. Bruno estava com fome. Novamente chamou a garçonete.
-Moça, meus amigos estão no segundo prato e, a mim, nem ao menos foi servido o primeiro. Ao que ela retruca. -Senhor, me desculpe, mas eu já trouxe o seu prato.
-Não, a senhora não me trouxe nada ainda!
-Trouxe sim, senhor. O senhor comeu e talvez não lembre.
-Como poderia não lembrar-me de tão cheirosa sopa, senhora?
-Pois, francamente, o senhor já tomou sim. Nisso, os colegas presentes torciam para que ele se irritasse, já que a discussão caminhava para isso, porém, com toda sua sabedoria e instrução cultural, disse à funcionária do estabelecimento:
-Senhora, muito obrigado por ter trazido minha sopa. E, sinceramente, eu nuca experimentei tão deliciosa refeição, de maneira que o restaurante se empenhou tanto em me servir um prato tão gostoso que seria difícil recusá-lo. A senhora, por favor poderia me servir novamente?
Ao que assim foi feito e, mais uma vez, os amigos não conseguiram sacaneá-lo.

 O segredo da vida é aproveitar cada calmaria, cada pequeno momento. – autor desconhecido

14 de mar. de 2013

O conto das estrelas


Toda noite, Clara ficava debruçada em sua janela a contemplar as estrelas. Ela desejava tocar em uma. Certa vez, não aguentou e foi em busca de seu objetivo. Enquanto andava, olhava para o céu. De repente, encontrou um moinho: -Seu moinho, eu quero brincar com uma estrela, você sabe se existe alguma por aqui? -Ah sim, claro, falou o moinho, elas brilham em minha janela todas as noites, a mais forte vem daquela lagoa. Lá você vai encontrar.
Ao chegar à lagoa mergulhou e nadou até cansarem os braços, mas não tinham estrelas. Quando saiu da água percebeu que havia um riacho por perto: -Seu riacho, eu gostaria de tocar nas estrelas, onde posso encontrá-las? -Pois bem garotinha, elas vivem a reluzir e não me deixam dormir. Ande por minhas margens e as encontrará.
Andou, andou e nada. Cansada, sentou-se num tronco em meio à relva e, de repente, surgiram pontinhos brilhantes. Eram 'As Fadas', e uma delas quis saber: -Oi menina, está só? -Sim, eu quero brincar com uma estrela, vocês sabem onde posso tocar em uma? 'As Fadas' indicaram que ela deveria falar com 'Quatro-Pés', que ele a levaria até 'Sem-Pés' e depois teria que ir à 'Escada-Sem-Degraus'. Antes que a menina pudesse agradecer a sugestão, 'As Fadas' haviam sumido.
A menina, pois, avistou um cavalo preso à uma árvore. -Olá seu cavalo, eu quero tocar nas estrelas, onde as encontro? -Desculpe-me, mas eu não me manifesto. Estou aqui à mando de As Fadas. -Eu falei com elas, e me disseram que era pra ir com o Quatro-Pés e depois o Sem-Pés. -Quatro-Pés? Sou eu mesmo...  pode subir, vamo-que vamo...
Quatro-Pés correu em meio à floresta até chegar numa praia. -Aqui é o fim da linha garotinha, agora eu volto pra casa. A menina apeou, agradeceu, e andou pela areia da praia até encontrar um peixe gigante a dormir na beira. -Seu peixe, você está bem? -Ahã, hein? quem é você? -Eu encontrar uma estrela, o senhor sabe onde posso brincar com uma? -Não estou autorizado a falar com estranhos, trabalho apenas para As Fadas, vá ter com elas. -Mas eu falei, e elas me disseram para encontrar o Sem-Pés.
-Sem-Pés??... ah...esse sou eu, então sobe aí e vamos nessa. Eles nadaram muito. Quando chegaram num lugar onde parecia que o céu encontrava o mar, ainda continuaram a nadar, e depois de muitas horas, o peixe parou em meio à solidão calma do oceano noturno e disse: -É aqui! Fim da linha, pra frente não avanço mais. Ao falar isso, apareceu ao lado deles uma espécie de caminho que leva às alturas da vastidão do céu estrelado. Não era uma estrada porque não tinha acostamento, nem cimento e nem carros. Não era um arco-íris, pois tinha uma cor prateada que cintilavam luzes radiantes. Era a Escada-Sem-Degraus. Ao que Sem-Pés a instruiu: -Cuidado mocinha, essa escada não foi feita para garotinhas que tem os pés como os seus.
A menina pôs-se a subir, então. Quando estava cansada, pensou em voltar, mas absolutamente o fez, já que chegara tão alto. Tentou levantar a mão, mas percebeu que ainda faltava muito para alcançar as estrelas. O dia já estava para amanhecer e, quando ela encontrou o topo da Escada-Sem-Degraus, viu passar uma estrela cadente, esticou-se toda para que pudesse tocar, mas escorregou e caiu. Foi caindo... caindo... 
...Acordou em sua cama e viu em seu punho cerrado que algo lumiava. Ao abrir a mão, surge uma estrelinha em sua palma, que logo desaparece -Será que foi um sonho, ou eu toquei as estrelas de verdade?

"Habilidade é o que você é capaz de fazer. Motivação determina o que você faz. Atitude determina o quanto você faz isso bem feito" – autor desconhecido.

7 de mar. de 2013

Nos olhos do coração.



Um fotógrafo estava a retratar uma modelo no meio da rua, porém, no momento de um certo clique, uma pessoa atravessou na frente e, outra moça é que foi fotografada. A moça olhou para o rapaz, o rapaz olhou para moça e, ela em tom de desculpa saiu-se a lamentar. O homem apaixonou-se à primeira vista e, é certo, aceitou as desculpas. A foto revelada, portanto, ficou pendurada no laboratório do fotógrafo.
No dia seguinte, o homem vai cortar o cabelo a trajar uma touca. A recepcionista guardou o objeto, porém, coincidentemente, uma das funcionárias era exatamente aquela por quem ele havia se apaixonado um dia antes. A própria tratou do rapaz, de modo que, no instante em que ela lavava o cabelo do moço, sem querer deixou escorrer sabão em seus olhos - tão apaixonada estava!
O tal rapaz havia esquecido a touca no cabeleireiro, e enquanto ele fotografava alguns produtos, à porta do estúdio a moça bateu. A mesma devolveu a touca. O cara não deixou por menos e postou a pseudo-namorada em frente às câmeras, a fim de fazer algumas fotos profissionais. A menina se soltou naquele ambiente cheio de energias fotográficas.
Certa feita quando já namoravam, ela estava a relembrar aquelas fotos apaixonantes. O celular tocou e ela o havia deixado sobre uma prateleira alta onde também ficavam produtos químicos que serviam para revelar fotos. Ao pegar o telefone, sem querer, ela derramou o líquido tóxico em seu olho direito. Ficou cega, pois.
Para que ela voltasse a enxergar, a única maneira era a doação, mas quem seria candidato? Quem se arriscaria a ceder-lhe um olho? Quem gostaria de ficar cego, de sacrificar metade da visão? A moça sabia que ficara cega, mas, quando estava na mesa de operação, imaginou que os médicos tentariam fazer uma cirurgia pra visão voltar, mas naquele caso não tinha como. De modo que ela soube que fora transplantada e teve alta no dia de seu aniversário. Poucas pessoas estavam em sua casa. A felicidade era tanta que ela chorava de alegria. Não podia haver presente melhor. Mas quem? Quem lhe deu a visão?
Toca-se a campainha. Todos na festa olham pra trás. É o fotógrafo, com óculos escuros. Ela ficou feliz em vê-lo, certeza. Porém, estranhou os óculos, mas no momento em que ele lhe entregou flores, a emoção dela foi tão penetrante que os seus olhos podiam ver através das lentes: Enxergar o amor que ele tinha por ela.
E quando alguém pergunta como ele ficou cego de um só olho, nem precisa questionar quanto amor ainda é capaz de existir no coração e na alma de seres-humanos.

"Existe uma força motriz muito mais poderosa que a eletricidade, o vapor e a energia atômica: A vontade" - Albert Einsten (1879 - 1955)

1 de mar. de 2013

A vida não tem preço



Era uma vez uma menina pré-adolescente que não tinha mãe e queria um pai melhor, já que o seu era surdo-mudo. Com o todo seu jeito de amar,o pai lhe desejava sorte quando a filha ia pra escola. Os gestos pareciam uma ofensa aos olhos da menina, já que ela não entendia aquela mímica toda. Invés do pai criticá-la o motivo da filha sempre estar de mau-humor, o mesmo  a incentivava através de gestos que representavam motivação - mas ela não os compreendia. As outras garotas caçoavam dela por ter um pai que não falava, sofria muito preconceito e o bullyng era constante. A menina ficava chateada por causa disso ainda que o defendesse, mas como era rejeitada na escola, colocava culpa no pai, portanto. Nas refeições o pai contava piadas com gestos, porém, sem graça aos olhos da menina.
Ela queria um pai que podia ouvir seus sonhos e seus medos, mas ele "ouvia" com o coração. Queria um pai que podia falar e entender. A filha tinha um namorado e chegava muito tarde em casa. o Pai ficava nervoso. Soma-se a isso todo o stress da menina e seu extremo complexo de inferioridade, ela sempre se irritava facilmente. A fuga espiritual era frequente.
No aniversário de 15 anos da filha, somente os dois estavam em casa, havia um pequeno bolo que, na cobertura lia-se: Feliz aniversário. Com amor, papai" - em braile. Juntamente com um presente que era um cartão onde lia-se: Eu nasci surdo-mudo. Desculpe-me por isso. Eu não posso falar como os outros pais, mas eu quero que você saiba que eu te amo do fundo do meu coração, pois só tenho você. A menina tinha ido se trocar, enquanto o pai a aguardava sentado na mesa. Ouve-se um tiro. O pai sai em disparada. A filha jazia no chão. Tão logo, ele a levou para o hospital e implorava aos médicos que não queria que nada acontecia à filha. Mas os médicos não entendiam mímica. A única coisa que o pai tinha era uma casa e um carro, e ele ofereceu como pagamento para o tratamento de transfusão de sangue. Minha filha não pode morrer" "falava" ele. Tire meu sangue se for preciso. Os médicos se reuniram e perceberam a dor do pai. O pai era sempre presente: Coma mais filha, isso vai lhe ajudar; Vá bem na escola, estude bastante; Siga seus sonhos, seja feliz
Só havia um jeito de salvar a menina. Transfusão de um tipo sanguíneo raro. Apenas o pai tinha esse sangue, o que indicava que a menina sobreviveria, mas o pai não. Após muito esforço para os médicos fazerem o pai entender que ele perderia a vida pela da filha, o pai aceitou na hora esse gesto de coragem. No dia seguinte a filha olha para o lado e vê sue pai - morto. Reconhece tudo o que aconteceu. O preço da vida da filha foi impagável: A morte de um pai que a amava sinceramente, de coração aberto.

"Não existem pais perfeitos. Mas um pai sempre amará com perfeição, do seu próprio jeito" autor desconhecido