2 de ago de 2013

A vida não tem preço



Era uma vez uma menina pré-adolescente que não tinha mãe e queria um pai melhor, já que o seu era surdo-mudo. Com todo seu jeito de amar, o pai lhe desejava sorte quando a filha ia pra escola. Os gestos pareciam uma ofensa aos olhos da menina, já que ela não entendia aquela mímica toda. Invés do pai criticá-la o motivo da filha sempre estar de mau-humor, o mesmo a incentivava através de gestos que representavam motivação - mas ela não os compreendia. As outras garotas caçoavam dela por ter um pai que não falava, sofria muito preconceito e o bullyng era constante. A menina ficava chateada por causa disso ainda que o defendesse, mas como era rejeitada na escola, colocava culpa no pai, portanto. Nas refeições o pai contava piadas com gestos, porém, sem graça aos olhos da menina.
Ela queria um pai quem pudesse seus sonhos ouvir. E ele "ouvia": com o coração. Queria um pai que pudesse falar. A filha tinha um namorado e chegava muito tarde em casa. o Pai ficava nervoso. Soma-se a isso todo o stress da menina e seu extremo complexo de inferioridade, ela sempre se irritava facilmente. A fuga espiritual era frequente.
No aniversário de 15 anos, somente os dois estavam em casa, havia um pequeno bolo que, na cobertura lia-se: Feliz aniversário, com amor, papai - em braile. E também tinha um presente que era um cartão: Eu nasci surdo-mudo. Desculpe-me por isso. Eu não posso falar como os outros pais, mas eu quero que você saiba que eu te amo do fundo do meu coração, pois só tenho você. A menina tinha ido se arrumar para o aniversário, enquanto o pai a aguardava sentado na mesa com o bolo. Ouve-se um tiro. O pai sai em disparada. A filha jazia no chão. Tão logo, ele a levou para o hospital e implorava aos médicos que não queria que nada acontecesse à filha. Mas os médicos não entendiam mímica. A única coisa que o pai tinha era uma casa e um carro, e ele ofereceu como pagamento para o tratamento de transfusão de sangue. 'Minha filha não pode morrer, "falava". 'Tire meu sangue se for preciso'. Os médicos se reuniram e perceberam a dor do pai. O pai era presente e, com gestos, sempre aconselhava a garota ter saúde, estudar,  seguir os sonhos e ser feliz
Só havia um jeito de salvar a filha. Transfusão de um tipo sanguíneo raro. Apenas o pai tinha esse sangue, o que indicava que a menina sobreviveria, mas o pai não. No dia seguinte, o pai estava numa cama de hospital ao lado da cama da menina. Quando ela olhou para o lado, percebeu que seu pai estava morto, já que ele havia doado todo seu sangue a fim de salvar a filha. O preço da vida da garota foi impagável: A morte de um pai que a amava sinceramente, de coração aberto.

"Não existem pais perfeitos. Mas um pai sempre amará com perfeição, do seu próprio jeito" autor desconhecido.

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