24 de nov de 2011

Vergonha alheia produções




Estava eu no intervalo de minhas aulas (sim, sou professor de inglês, atualmente), e eis que passei numa dessas grandes lojas de galpão que vende de tudo, desde bolacha até hastes flexíveis. Logo na porta, chamou-me atenção uma boneca, aliás o tal brinquedo é indiscreto até para quem espera o ônibus no ponto, já que fica bem na entrada – quase na rua. A boneca tinha mais de um metro e vinte centímetros de altura, custava quarenta e oito reais e era maior que minha filha que tem três anos. Pensei: “Lara iria adorar, só pelo tamaho já se espantaria. Eu me espantei! Assustei-me, horrorizei-me quando li o slogan do brinquedo: “ela é grande, mais vai encantar você”. Tudo bem... eu, por exemplo, consigo entender que a pessoa que concordou com essa frase, errou em colocar uma conjunção adversativa no lugar de uma conjunção aditiva (deveria ser: “e”). MAS confundir um advérbio de intensidade com a conjunção “mas”... não devo falar palavrão aqui, mas o que estou pensando rima com o termo “partiu”. O Brasil é um dos paises mais analfabetos por metro quadrado da esfera terrestre, de modo que há muitas pessoas que ganham dinheiro – mais e mais dinheiro – mesmo sem saber escrever corretamente – país de oportunidades esse Brasil, não? Tem espaço pra todo mundo – quantas bonecas dessas não serão vendidas? Se eu comprar esse artigo infantil e denunciar o fabricnate por propagar a falta de educação acadêmica (sim, pois a escrita se aprende na esola) entre a sociedade brasileira, quiçá eu não ganhe a causa? ainda que hei de saber sobre 'direitos do consumidor'.
Quarta feira última. Campeonato internacional de futebol, Copa Sul-Americana. O Vasco estava “em casa” no estádio São Januário e, em dado momento, eis que surge no letreiro do placar: Vasco 0 x 0 Univercidad. Espera aí! O tal time do Chile escreve-se com 's'. O responsável por isso, a fim de corrigir tal gritante erro - tentou evitar de errar novamente e, para não ficar na dúvida de qual seria a forma correta de escrever, prefeiru mudar, minutos depois para: “U. Chile” - será que o rapaz do placar estudou com a cartilha do MEC? Reflexos do nivel de educação à parte, acho que o sujeito deve ter um tio que é dono de uma empresa fabricante de bonecas.
Essa é boa: especialista afirma que fazer xixi no mar atrai tubarões. É uma vergonha isso, certo? Mas quem já nunca fez? aliás, a porcentagem de xixi que fica no mar é irrisória se comparado à quantidade de água salgada que temos no planeta. Mas se xixi atrai tubarões - o quê, então, atrairia o “número dois”? O monstro do Lago Ness? Enfim, ainda bem que não existem tubarões em parques aquáticos... tampouco na piscina do seu vizinho... - que vergonha!
Não conseguiram ter nada na vida, e pega esse momento aqui como se fosse o momento máximo da vida deles... cambada de idiotas!” essa frase pertence a uma mulher que ficou histérica após o marido ser preso por desacato na Bahia. Não sabemos se policiais não conseguiram ter nada na vida; ou se os mesmos correspondem ao adjetivo citado, porém, fica a questão: Devemos dar razão à polícia que prende um rapaz bêbado e que não quer fazer o teste do bafômetro; ou devemos dar razão à sociedade que, por vezes, é vitima de maus-tratos pelos policiais que “não conseguiram ter nada na vida (sic)”?

A verdade é que todo mundo vai te machucar, você apenas deve decidir em quem vale a pena dar um soco” - autor desconhecido.

18 de nov de 2011

Gota d' água




A maior cidade em extensão do planeta: Altamira - PA será um dos palcos para a construção da Usina de Belo Monte e, no que depender de mim e mais milhares de pessoas, incluindo James Cameron (diretor de Avatar) e uma dezena de elenco de celebridades nacionais – a usina não existirá. De modo que sou a favor de geração de energia elétrica sim, porém, deve-se ter planejamento, ao inves de quererem desmatar grandes áreas de nosso verde e extinguir população indigena a torto e a direito.
Belo Monte será construída no rio Xingu, um dos mais importantes afluentes do rio Amazonas. A Bacia do rio Xingu ocupa dois estados na região Norte do Brasil: Pará e Mato Grosso, e a construção afetará globalmente terras indígenas, unidades de conservação e populações tradicionais, além de ter a vazão reduzida em 100 quilômetros de rio. Duas barragens no projeto de Belo Monte criarão dois reservatórios ligados por 40 quilômetros de canais para desviar 80% das águas do Xingu. Serão 668 quilômetros quadrados entre áreas de floresta, igarapés, leito do rio e áreas naturalmente sazonais que serão permanentemente inundadas pelos reservatórios. Parte dos 18 municípios envolvidos também serão alagados pelo reservatório principal.
A usina terá capacidade para onze mil megawatts de potência e abastecerá 18 milhões de novas residências, numa região onde há carência de infraestrutura, economia estagnada e desemprego alto. Pagaremos de nossos bolsos cerca de 20 bilhões de reais para gerar mais de 100 mil empregos - isso significa uma explosão demográfica na região amazônica que, aliás, não está preparada e, se depender do governo, nunca estará – já que não existe planejamento nesse país tupiniquim. O Ibama concedeu licença ambiental para a construção de Belo Monte com 40 condicionantes, entre elas: ordenamento fundiário, asfaltamento da transamazônica, eletrificação rural – que são os três maiores gargalos da região, mas ainda existe fartura para os pequenos agricultores de milho, arroz, cacau, feijão, que não estão afim de deixar o ganha-pão de lado. Não adianta evitar apagão para construir usina hidrelétrica, já que podemos ter energia heólica, solar, biomassa – esta energia, aliás, pode produzir três vezes mais a capacidade de Belo Monte, apenas com o bagaço da cana de açúcar que é desperdiçado. Paises de primeiro mundo que tem o planejamento como mote principal de suas metas políticas adorariam ter tanto bagaço de cana assim para gerar energia de biomassa, aliás, o Brasil é alvo da pior crítica mundial: temos potencial energético, mas não sabemos usá-lo.
Poucas paisagens no mundo guardam tantas forma de vida, e com a construção dessa usina, o rio Xingu vai secar; a água vai aquecer, os peixes vão morrer, mas duvido que os indios vão recuar: farão movimentos pra enfrentar essa realidade, como sempre fazem, já que quatro mil famílias devem ser transferidas. Poucas coisas podem parar um homem, mas só o homem pode parar um rio, se a usina de Belo Monte virar uma realidade, parte do imenso rio Xingu será represada, alterando seu potencial hídrico, alagando igarapés permanentemente, destruindo cavernas e sítios arqueológicos, causando morte da vida marinha que depende de um regime sazonal, depende das cheias, e das secas para sobreviver. Uma imensa área será desmatada para a construção de reservatórios, e com o ônus populacional das cidades, a tendência é que o desmatamento aumente cada vez mais, a vida econômica e cultural dos povo da Baía do Xingu nunca mais será a mesma.
Se uma gota no rio reverbera o universo, imagina a terceira maior hidrelétrica do mundo? Belo Monte interesa a nós, e não às empresas de mineração que depredam a amazônia. Quem se beneficiará? Os povos ribeirinhos ou as construtoras privadas? Alterar o curso de um rio não é direito de nenhum ser humano. Durante oito meses do ano não chove lá, então a usina somente funcionará em um terço de sua capacidade total e custará ao meu bolso, e ao seu vinte bilhões de reais.
Caçambas, retroescavadeiras, máquinas de terraplanagens e compactadores em movimento: o canteiro de obra já começou.

"A natureza criou o tapete sem fim que recobre a superfície da terra. Dentro da pelagem desse tapete vivem todos os animais, respeitosamente. Nenhum o estraga, nenhum o rói, exceto o homem." - Monteiro Lobato

4 de nov de 2011

Frutos da natureza


Frutos da natureza

Asteroides
Quando eu era pequeno vivia a sohar o que queria fazer da minha vida, e umas das ideias era ser astrônomo, depois percebi que minhas aptidões para as matérias ditas “exatas” me proporcionavam certa dificuldade em entendê-las. Dá-me a impressão que as pessoas que um dia desejaram estudar o céu, não sei porquê, mas gostam de viver no mundo da lua. Simbolismos à parte, um curso de astronomia, sinceramente, está entre meus planos, quiçá num futuro breve. Aqui nessa cidade de pedra onde o concreto impera, é muito difcícil vermos estrelas, mas quando tenho a oportunidde de sair dessa poluição e estar num lugar onde eu possa ver um ceu limpo, aproveito para olhar as estrelas e, pasmem, não é só isso que vejo – calma, não acredito em discos voadores - gostaria de poder acreditar.
Mas no céu estrelado há muito lixo espacial, restos de satélites artificias ou sondas que vagam na orbita sideral. Estrelas cadentes também são muito comuns, tão comuns que, a olho nu, podemos ver cerca de dez estrelas cadentes no intervalo de uma hora. Estrelas cadentes nada mais são do que meteoritos que se chocam e espalham seus pedaços universo adentro – um desses estilhaços de pedra é o que vemos “cair no céu”, mas quando fizer um pedido, torça para que não caia em sua cabeça – fenômeno esse que é fatal em algumas regiões do planeta.
Um enorme asteroide passará perto da Terra na próxima terça-feira, mas não representará risco de impacto, porém há necessidade de um telescópio com lente de mais de 15 cm para vê-lo. Imagino que seja uma oportunidade para os astrônomos estudarem esse corpo celeste a fim de saberem o que fazer com ele quando realmente apresentar risco de verdade, e a parte boa da historia é que um fenômeno assim só ocorrerá novamente daqui oitenta e dois anos, ou seja, as previsões de fim do mundo para 2012 cairam por terra! O asteroide chama-se 2005 YU55, tem 400 metros e passará perto a uma distância de 325.000 km. Perto?!

Baleias
Outra coisa que eu sonhava em trabalhar era com o mar – ou algo ligado às águas do oceanos: marinheiro, salva-vidas, surfista, piloto de barco de turismo, alimentador de golfinhos em parque aquáticos... enfim, pescador não, porque se eu fosse um peixe não queria morrer pela boca – pois é... eu gosto de natureza: céu, mar – porém, feliz, ou infelizmente, me criei na cidade grande e as idas para a praia se tornaram cada vez mais raras, mas hei de ter minha casa de veraneio, ainda que num médio espaço de tempo. Na minha vida passada eu devo ter sido “alguém do mar”.
E foi justamente alguém do mar que topou com uma baleia jubarte na California em pleno habitat. Alan Brady se aproximou das duas baleias para estudar os mamíferos e estava bordo de um inocente caiaque, mas imagina o susto que não se leva ao presenciar dois monstros de 17 metros e 40 toneladas emergir à superfície a fim de buscar o memso ar que respiramos? é, no mínimo, fascinante! Pra mim seria um privilégio, assim como para o biólogo que lá estava. As baleias jubarte, geralmente se aproximam da costa em busca de comida e, prara preservar esses mamíferos, a guarda costeira alerta a todos para que não aproximem e, caso fizeram, estarão sujeitos à multa.
O aviso das autoridades não vêm em forma de evitar virarmos o almoço delas, mas sim com intuito de preservamos a espécie que corre risco de extinção.

Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” - Antonie Lavosier (1743 – 1794, Paris) - químico.