26 de abr de 2011

A história de Fernando ou retratos de uma sociedade real.




Fernando morava na cidade grande, ele tinha dez anos, mas já era bem esperto. O pai e ele vieram do Piauí, pois perderam suas terras, mas a mãe ficou com as duas outras crianças na casa de uma conhecida. Na sede da busca por melhores condições de vida, deram em São Paulo, e o pai conseguiu emprego de operador de empilhadeira. O menino Fernando era esforçado na escola, muito embora, às vezes, faltasse material ou uniforme, pois o Estado atrasava as entregas.
Era, então, o ano de 1970, e seu pai foi chamado para fazer parte do corpo de funcionários das empresas responsáveis pela construção da Rodovia Transamazônica, no trecho que compreende os estados do Pará e Amazonas. O filho foi junto. Fernando parou com os estudos e, enquanto o trabalho do pai seguia, o menino ficava encantado com os aviões monomotores que, sobre sua cabeça, voavam. Moravam num descampado, numa área conhecida como Terra do Meio, era bem conservada até. Havia os afluentes por perto e algumas trilhas que se estendia mata adentro - esse era o passatempo predileto de Fernando: curtir a natureza.
Os dias passaram e ele fazia amizades com o pessoal que ali estavam. Americanos e europeus desciam com seus aviões particulares naquela terra de ninguém. Fernando acompanhava cada turista gringo, tal como um guia - sua simpatia logo foi seduzida pela atenção dos estrangeiros. Então Fernando mandava cartas para a sua professora em São Paulo: -Tia, aqui na região amazônica é tudo muito bonito, vejo pássaro, cobras e até aviões.
Os gringos estavam interessados em fazer pesquisas indígenas, outros em saber porque aquela região é o pulmão do mundo. -Tia, já estou aprendendo a falar inglês. Cientistas franceses, autoridades em conservação socioambiental, vinham colher referências desse grande bioma. "Tia, já falo até francês e eles me dão uma monte de coisas: cobertor, tênis, bola..."
Por sua esperteza e inteligência as pessoa de fora olhavam Fernando como uma grande promessa para a contribuição científica mundial, o que consideravam um enorme desperdício deixar um menino como ele naquela anarquia de lugar. -Tia, eles falam que querem me levar para o país deles. A empreiteira demitiu todos funcionários, a Transamazônica no trecho do Pára segue inacabada. o Pai dele tornou-se garimpador de madeira ilegal, o que lhe rendia o suficiente para seu sustento de morador da comunidade local - que, aliás, fazia rixa com poderosos grupos econômicos nacionais e, como pistoleiro, o pai de Fernando brigava até com índios
O garoto parou de enviar carta para a professora. Hoje ele mora nos Estados Unidos, não tem muito contato com o pai, mas um dia lhe mandou uma carta: -Pai estou muito feliz aqui e gostaria que você viesse junto, estou noivo, e quero te ver no meu casamento. Eu compro uma casa pra você, pois sou coordenador de um lugar chamado Nasa.
Certa feita os índios invadiram uma área de um grileiro, esse, por sua vez convocou alguns pistoleiros para matar o índios, o pai de Fernando estava no meio, e foi atingido por uma flecha. A carta nunca foi respondia.

É fácil ser diferente, difícil é ser melhor! - Jonathan Ive


O coelho, o índio e o dentista




Em meio a selva, uma comunidade indígena comemorava, com rituais, a divulgação de sua cultura em toda região, de repente o cacique viu um coelho passar atrás de uma árvore. Continuaram a festa, dali a pouco viu mais um; e mais outro e, então, vários coelhos estavam em polvorosa a se movimentarem pra lá e pra e cá.
Eis que o Chefe pergunta a um deles: -Ei seu coelho, espere aí, porque tanta pressa? -É que eu preciso entregar esses ovos para as pessoas. -Ovos? mas eu achei que coelhos gostavam de cenouras... -faltam cinco dias para o domingo de páscoa e precisamos correr para entregar esses ovos de chocolate em todas as casas. -Sim, mas por que coelhos e não galinhas. -Porquê, nós coelhos, representamos a fertilidade. -Sim.. e o que isso tem a ver? quis saber o cacique. -Tem a ver que a páscoa é uma passagem que celebra a Ressureição de Cristo, ou seja, quando Ele nasceu de novo. -Mas não era mais fácil vocês entregarem cenouras, então? -Essa é uma questão que eu sempre quis saber, mas um dia meu avô me contou que o ovo seria melhor porque representa um ciclo de vida, assim como o nascer da luz do sol. -Mas o ovo vai embrulhado no papel, assim mesmo? -Pois é...há muitos anos eram ovos de verdade, alguns até sem nada dentro, e os povos antigos pintavam de colorido, e algumas pessoas até enfeitavam com ornamentos brilhantes, justamente para representar a alegria e a luz da vida. -Ahh... entendi por isso a razão do papel aí ser tão colorido e brilhante né?
Nisso, passa uma pessoa a cavalo perto deles, o cacique cumprimenta: -Oi seu Zé tudo bem? -Ôh cacique... e aí como vão as coisas? que festa é essa por aqui na tribo? E essa coelhada toda aí? -Pois é seu Zé, esse aqui é meu amigo coelho e estamos conversando. O cacique vira para o coelho e apresenta: -Seu coelho, esse aqui é meu amigo Zé... é conhecido aqui na redondeza, ele é o dentista da tribo, e é tropeiro também, vive viajando com seu cavalo -Pois é seu cacique, e por falar nisso, minha tropa que eu conduzia se perdeu porque estão foragidos, e eu estou indo para casa de um amigo, pois preciso me esconder. -Por quê? o que aconteceu? -Estamos numa batalha, pois queremos implantar a República, e por isso estamos sendo perseguidos, depois te dou mais detahes, até cacique, até coelho. Ao que o coelho emendou: -Por falar em dentista, de tanto comer cenoura os meus já estão amarelos. -Depois você fala com seu Zé... ele é muito bom, mas eu não entendi uma coisa, seu coelho: por que o chocolate, amigo? -Essa é uma ótima pergunta que eu também não sei direito, mas a bem da verdae é que choclate é bem melhor que ovo cozido, né? -Depois das risadas, o coelho pergunta: -E essa festa aqui na tribo seu cacique? o que é ? - É dia do Índio, seu coelho!
Dois dias depois, chegou à cavalo, um ser estranho na tribo: -Seu cacique? -Pois sim, sou eu... -Consta, para nós, que o Chefe dessa tribo era amigo de seu Zé, o dentista! Confirma? -Sim senhor, por quê? -Viemos dar a notícia de que ele está morto. -Nossa senhora... o que aconteceu? -Foi enforcado! -E por quê? -Por que ele queria implantar a repúblia. -Isso sei, mas só por causa disso? -Não senhor... também porque queria espalhar o poder, invés de deixar na mão de um só, criando universidades, por exemplo. Ele queria mudar a capital de nome; queria instituir presidentes de república, queria fazer eleições, queria acabar com o exército, e pior: queria acabar com os escravos aqui do Brasil... tenha um bom, dia Cacique. No que o rapaz ia embora, o cacique alertou: -Ei moço, só uma curiosidade: eu sempre chamei ele de Zé, nunca soube seu nome verdadeiro. Como ele chamava?
- Joaquim José da Silva Xavier.

“Quando a felicidade bate na porta, muitas pessoas estão no quintal procurando trevo de quatro folhas.” - autor desconhecido

Em meio a selva, uma comunidade indígena comemorava, com rituais, a divulgação de sua cultura em toda região, de repente o cacique viu um coelho passar atrás de uma árvore. Continuaram a festa, dali a pouco viu mais um; e mais outro e, então, vários coelhos estavam em polvorosa a se movimentarem pra lá e pra e cá.
Eis que o Chefe pergunta a um deles: -Ei seu coelho, espere aí, porque tanta pressa? -É que eu preciso entregar esses ovos para as pessoas. -Ovos? mas eu achei que coelhos gostavam de cenouras... -faltam cinco dias para o domingo de páscoa e precisamos correr para entregar esses ovos de chocolate em todas as casas. -Sim, mas por que coelhos e não galinhas. -Porquê, nós coelhos, representamos a fertilidade. -Sim.. e o que isso tem a ver? quis saber o cacique. -Tem a ver que a páscoa é uma passagem que celebra a Ressureição de Cristo, ou seja, quando Ele nasceu de novo. -Mas não era mais fácil vocês entregarem cenouras, então? -Essa é uma questão que eu sempre quis saber, mas um dia meu avô me contou que o ovo seria melhor porque representa um ciclo de vida, assim como o nascer da luz do sol. -Mas o ovo vai embrulhado no papel, assim mesmo? -Pois é...há muitos anos eram ovos de verdade, alguns até sem nada dentro, e os povos antigos pintavam de colorido, e algumas pessoas até enfeitavam com ornamentos brilhantes, justamente para representar a alegria e a luz da vida. -Ahh... entendi por isso a razão do papel aí ser tão colorido e brilhante né?
Nisso, passa uma pessoa a cavalo perto deles, o cacique cumprimenta: -Oi seu Zé tudo bem? -Ôh cacique... e aí como vão as coisas? que festa é essa por aqui na tribo? E essa coelhada toda aí? -Pois é seu Zé, esse aqui é meu amigo coelho e estamos conversando. O cacique vira para o coelho e apresenta: -Seu coelho, esse aqui é meu amigo Zé... é conhecido aqui na redondeza, ele é o dentista da tribo, e é tropeiro também, vive viajando com seu cavalo -Pois é seu cacique, e por falar nisso, minha tropa que eu conduzia se perdeu porque estão foragidos, e eu estou indo para casa de um amigo, pois preciso me esconder. -Por quê? o que aconteceu? -Estamos numa batalha, pois queremos implantar a República, e por isso estamos sendo perseguidos, depois te dou mais detahes, até cacique, até coelho. Ao que o coelho emendou: -Por falar em dentista, de tanto comer cenoura os meus já estão amarelos. -Depois você fala com seu Zé... ele é muito bom, mas eu não entendi uma coisa, seu coelho: por que o chocolate, amigo? -Essa é uma ótima pergunta que eu também não sei direito, mas a bem da verdae é que choclate é bem melhor que ovo cozido, né? -Depois das risadas, o coelho pergunta: -E essa festa aqui na tribo seu cacique? o que é ? - É dia do Índio, seu coelho!
Dois dias depois, chegou à cavalo, um ser estranho na tribo: -Seu cacique? -Pois sim, sou eu... -Consta, para nós, que o Chefe dessa tribo era amigo de seu Zé, o dentista! Confirma? -Sim senhor, por quê? -Viemos dar a notícia de que ele está morto. -Nossa senhora... o que aconteceu? -Foi enforcado! -E por quê? -Por que ele queria implantar a repúblia. -Isso sei, mas só por causa disso? -Não senhor... também porque queria espalhar o poder, invés de deixar na mão de um só, criando universidades, por exemplo. Ele queria mudar a capital de nome; queria instituir presidentes de república, queria fazer eleições, queria acabar com o exército, e pior: queria acabar com os escravos aqui do Brasil... tenha um bom, dia Cacique. No que o rapaz ia embora, o cacique alertou: -Ei moço, só uma curiosidade: eu sempre chamei ele de Zé, nunca soube seu nome verdadeiro. Como ele chamava?
- Joaquim José da Silva Xavier.

“Quando a felicidade bate na porta, muitas pessoas estão no quintal procurando trevo de quatro folhas.” - autor desconhecido

25 de abr de 2011


As sete tranças de sansão.

Ontem, no clube, às oito da manhã, após nossa brincadeira frequente de bola - que acontece toda sexta - perguntei a um amigo: - Você está indo na academia de manhã, agora? –Pois é... Chego aqui no clube cedo por causa do trânsito, eu moro no Pacaembu. Achei que eu não tinha escutado direito: - Você mora onde?? –Pacaembu. –Nossa!! E vem de lá até aqui todos os dias? –É que trabalho no quarto cartório, aqui em Santo André. –Mas por que mora tão longe? –É que eu casei, e como minha esposa é de lá, fui com ela. -Você casou com aquela que vinha aqui na academia, também? –Não! Aquela é outra. Ela terminou o namoro comigo depois de sete anos. Um outro rapaz que ouvia a conversa não acreditou: - Desculpe, mas quanto tempo ficou com ela, mesmo?!! -Sete anos, acredita? e depois conheci uma pessoa com quem casei após 10 meses de namoro.
Sete cores do arco-íris, sete anões, sete são os dias da semana, sete colinas de Roma, sete são os mares, sete maravilhas do mundo, sete rainhas na história foram chamada de Cleópatra, sete são as notas musicais, e também é o número da nota mínima para aprovação nos instituto acadêmicos. A lista é grande, mas o maior sinal cabalístico que pode ter com o número sete é que no ciclo genital da mulher, a ovulação ocorre no 14.º dia (2 x7); a implantação do óvulo na cavidade interna é no 21.º dia (3x7); o ciclo menstrual é de 28 dias (4x7), e a gravidez se completa em 280 dias (40 x 7).
E a crise num relacionamento começa aos sete anos, o que pode culminar no término da relação – foi o que aconteceu com o colega acima. Tem gente que acredita que é o número perfeito, tem gente que acha que é o número da preferência divina: islâmicos consideram sete os céus e sete as portas do inferno; Buda passou 49 (7x7) dias de meditação em baixo de uma árvore; sete pedras de cores diferentes eram guardadas no leito de um filho egípcio. Sete são as glórias da Virgem, os Sacramentos e os pecados mortais, além das sete ordens Eclesiásticas.
Entre tapas e beijos, minha relação perdura por poucos cinco anos (incluindo um de namoro). Fiz umas contas que, para falar a verdade, são objetivos que eu devo atingir daqui dois anos, e será justamente o tempo em que estarei estabilizado financeiramente com casa própria, todos meus filhos em escolas privadas, um carro grande a fim de comportar cinco pessoas e... bem... a casa na praia já é um sonho pra daqui uns sete anos. Simplicidade, temperância, generosidade, presteza, caridade, paciência e humildade: sete são as Virtudes – e costumo dizer que tenho todas, além da saúde de minha família, claro.
Aí, eu penso: Pô, em sete anos estaremos uma maravilha, então. E é justamente essa motivação que me dá ânimo para continuar numa relação saudável. –Sete anos de relação desgasta. Não por causa de brigas, mas pela frieza mesmo, ainda acrescentou meu colega. Bom, para evitar que a relação esfrie, a sugestão é levar a namorada para um jantar exótico; presenteá-la com um buquê de rosas-azuis; fazer umas loucuras diferentes; viagens que, sequer, realizaram-se – isso mantém a temperatura da relação – não foi o que meu colega fez. –É... mas foi ela quem terminou comigo! –Cuidado, hein, a mulher quando termina, é porque tem outro... brinquei.
Tenho uma ótima receita para não enjoar da minha esposa, já que ouço que dormir ao lado da mesma mulher é sacal. É fácil: durmo na sala. Tem um colchão lá também. Que fique claro que eu não durmo na sala porque minha relação está fria ou desgastada, e sim porque a quantidade de filhos é, relativamente, proporcional à quantidade de vezes que um deles deseja dormir na cama da mãe – e já que eu tenho três, isso acontece toda noite, então permito-os dormir num espaço maior, com a vantagem de estarem ao lado da mãe. Existem brigas, é verdade, mas não devo isso aos sete anos de azar do espelho quebrado de casa – sem superstições.
Mas para qualquer revés na relação, é interessante 'perdoar a pessoa setenta vezes sete', como escreveu Mateus, e, então, lembrarmos que devemos ser fortes como as sete tranças de sansão.

Quando pedimos um conselho, normalmente estamos buscando um cúmplice – Marques de la Grange.




'pelada' fim de tarde: pérola do atlântico.

Um dia vou para Nova York

Se existe algo unânime entre todos os seres humanos, o hábito de viajar pontua os primeiros lugares da lista de paixões das pessoas. Independentemente de sexo idade, religião, poder aquisitivo, sempre haverá um lugar para passear, comprar, descansar, e se entreter ao modo que lhe convém. Pessoalmente, prefiro lugares exóticos à que modernos, porém, uma cidade que, imagino, me identificaria bastante é “the city that never sleeps”, e não posso deixar de, pelo menos uma vez na minha vida, passar uns bons quinze dias em Nova Yorque.
Mas enquanto isso não acontece, resolvemos, então, visitar um local diferente. Filhos, esposa e eu fomos a um parque aquático, e era uma coisa que eu nunca antes vira: uma lagoa coberta com marolas. Havia crianças a brincar; idosos que se banhavam; pessoas que se divertiam. Era uma verdadeira represa, tinha tanta água que havia inúmeros tampões, a fim de bloquear a passagem da mesma para que não escorresse cidade afora, já que o parque ficava nas proximidades urbanas da região, bem como um açude. Diziam que ali havia quase um milhão de metro cúbico de água – muita coisa! Entorno havia orlas para passear, bancos para sentar, restaurantes, bares, sorveterias, enfim, um centro de consumo diverso: um ponto turístico ímpar.
As marolas vinham de pouco em pouco, mas começaram a crescer. Eu estava num banco sentado, de modo que meus três filhos compreendiam o ângulo de minha visão. Minha esposa tinha ido buscar um sorvete de bola.
Sem saber de onde, nem como, eis que, repentinamente, surge uma grande onda. Imaginem uma tão imensa a ponto do monstro do lago Ness ser levado por ela. Ninguém ali naquele lugar tinha tempo pra nada e quando dei por conta, a coisa estava sobre minha cabeça, segurei firme no banco e existem momentos na vida que a gente tem cem por cento de certeza das coisas, e ali me convenci que nenhum cristão sobreviveria. Fazer o que? Sempre digo que se algo tiver que acontecer, que seja comigo; se tiverem que sequestrar meus filhos, me levem. Se tiver que me atirar na frente de uma bala para salvar a vida deles, não tem problema. Coloco a família em primeiro plano, mas estou sempre um passo à frente, a fim de protegê-los. Mas ali não tinha jeito. A tsunami arrastou tudo!
Quando eu estava debaixo d`água e não tinha mais fôlego, a corrente me puxou ainda mais para baixo, porém, me levou a uma vala que parecia um bolsão de ar. Fiquei preso ali, e pensava na família. O maremoto só acabou porque os tampões que seguravam a água foram derrotados pela força da natureza: inundou a cidade e, no lugar do lago bonito, ficara um vale gigante e seco – a água escoou toda. Olhei de cima e vi muitas pessoas ao chão. Desesperei-me em busca da família. Perguntava a todos se haviam visto crianças, mas estavam aterrorizados, uma das pessoas, me disse com infeliz realidade que a chance de alguém ter sobrevivido ali era impossível. “Quer dizer então que você está me dizendo que meus filhos morreram? O cara estava em choque e nem respondeu. Horas depois, o resgate aparece e, em minha direção, uma moça trazia uma maca de dois andares, tal como um beliche com rodinhas um tanto menor. Na parte de baixo, meu filho Lorenzo. Na parte de cima, meu outro filho Pedro Henrique - os dois intactos como pedra. Minutos após, Lorenzo começou a se mexer, peguei-o no colo, mas o Pedro nem sinal e tentei reanimá-lo, de modo que demorou a abrir os olhos, quando me viu ficou feliz – minha emoção aflorou.
Faltava minha outra filha Lara e minha esposa Luciana, eu já estava desesperado e assustado, não sabia o que fazer e fiquei no local sem me mover, de repente aparece uma criancinha pequenina correndo na minha direção com os braços abertos e, copiosa, chorava: -Papai, papai... Impossível descrever meus sentimentos aqui. A Luciana vinha logo atrás, muito abalada e olhos marejados. Não sei como eles sobreviveram, mas fato é que eu também estava ali.
Muito mais além do desejo de reencontrar a família, era o desejo de que nada aquilo tivesse acontecido; muito mais além do fato de saber que eles estavam saudáveis, o que eu mais queria era que tudo aquilo pudesse ser um sonho...
...Mas um dia vou pra outro lugar. Nova York, quem sabe!

Não se prende a natureza, pois quando se libertar revoltará em fúria. – autor desconhecido.


família unida jamais será vencida...



Barriga de aluguel


Uma mulher queria engravidar. Mas ela havia removido o útero. Não bastasse, tinha princípios de síndrome do pânico, e era hipocondríaca. Sempre arrumava, todavia, desculpas para não sair de casa. De repente, houve a notícia de que ela engravidou.
O boca-boca corria na vizinhança tal qual um maratonista jamaicano, contudo, as poucas pessoas que sabiam do caso, não faziam fofoca do fato, mas ficaram confusos.
Como assim está grávida, ela não tirou o útero?” – comentavam. Muitos nem nunca tinham visto a moça, tão enclausurada ela era. E quando ia para a faculdade, o motorista levava. O marido, empresário, pagava tudo! O casal era bem de vida.
O moço não se sentia desconfortável com as síndromes da esposa, já que ela não era do tipo que argumentava questões como onde você vai? com quem? por que? quando? e que horas volta? - essa perguntas são naturais de todas as mulheres que são casadas com maridos que trabalham e ficam fora o dia todo.
Mas com ela era diferente - nem ligava para isso, talvez porque grana nunca lhe faltava, de modo que o marido até viajava e voltava três ou quatro dias depois, e a moça tinha motivos para estar feliz: grávida - o que sempre quis.
Porém, um belo dia, antes de a esposa engravidar, o marido - um cara organizado, que planejava tudo - foi ter com Maria, uma mulher viúva, conhecida da familia, cujo único filho era casado e morava em outro estado. Maria teve esse filho co dezesseis anos, indesejavelmente. O ex marido de Maria era viciado e moreu de overdose.
Maria ouviu o empresário atentamente: “Olha, Maria te dou esse dinheiro aqui, você quer?” E mostrou uma pequena valise cheia: Quero, o que devo fazer?“Minha mulher não tem útero e queremos um filho”.
Três dias depois Maria liga para o rapaz: “Topo!”.
A vizinhança, de então, jamais soube.
A árvore não nega sua sombra nem ao lenhador.Provérbio Hindu



filha: lara

23 de abr de 2011

filho Pedro Henrique Bissoli Lazzarini: quebrando desafios

A misteriosa lenda do quadro

Uma vez casados, foram morar juntos, nunca haviam dormido na mesma cama, prepararam o lar da maneira que mais interessava, de maneira que faltava uma coisa: um quadro para decorar o quarto do casal. Eles viram muitos, procuram em sites, pediram ajuda, leram livros de feng shui, folhearam revistas de decoração, mas nunca gostaram de nenhum. Um dia, quando passeavam numa feira, depararam com o objeto de desejo. Era simples, mas gostaram. No quadro, estampava-se o rosto de um menino de uns oito anos, que fitava o olhar para o lado direito. O detalhe: a gravura só era vendida juntamente com o par dele: o rosto de uma menina que olhava para a esquerda. Eles gostaram, levaram as obras e as pregaram sobre a cama: um quadro ao lado do outro, como se o menino olhasse para menina.
Naquele dia foram dormir e, o marido, de repente, ouviu alguma coisa, um sussuro qualquer. Meio assonado ergueu a cabeça, olhou para a mulher, mas ela dormia. O rapaz não esquentou e tornou a cabeça no travesseiro. Na noite seguinte, mais um balbuciar estranho quebrou o silêncio, dessa vez a mulher achou que era o marido. As noites passavam, e eis que o rapaz prergunta na mesa do café: -Você é sonâmbula? Não! -Ronca? Não! -Fala enquanto dorme? Não! -Então porque escuto barulhos à noite?sempre acho que é você. "Pois fique sabendo que eu também escuto essas mesmas coisas. Não é você?" Não!
Foi aí que eles começaram a se assustar cada vez mais. Foram trabalhar em seus respectivos serviços, foi um dia duro para o casal, estavam super cansados. A mulher chegou primeiro em casa, preparou o jantar, tomou um banho e esperou o marido no sofá, a saborear uma mistura de chocolate em pó sem açúcar, combinado com leite condensado. Na TV, o último capítulo da novela.
Quando o moço chega, ele fala. -Novela de novo? põe no jogo. "Você não está com cara que vai assistir jogo nehum! Está super cansado..." -Estou mesmo, hoje tive um dia difícil no trabalho. "Pois é, eu também, rodei a cidade toda em busca de contatos para a empresa, visitei vários clientes e fiz tudo a pé." - O que tem para comer, amor? "Está na panela, vê lá". Ele nem requentou, e comeu o macarrão daquele jeito mesmo. Foi o tempo de ele tomar banho e escovar os dentes e a mulher havia cochilado no sofá: "Ei Maria, vai dormir na cama". ao que ela foi. Ele zapeou o jogo na tv, mas depois de quinze minutos capotou ali mesmo.
Não se sabe se é por causa do cansaço de ambos, mas naquela noite, os barulhentos carros, os ônibus e caminhões insuportáveos que passavam na avenida, resolveram calar-se. Até os latidos deram trégua. Foi uma noite de paz, não se ouviu nada.
Mas na noite seguinte, quando o casal dormia na cama, ouve-se uma risadinha: Maria, pára de sonhar! Ele olhou-a e ela não estava a rir, tinha um bom sono e dormia tal uma pedra - longe de parecer que sonhava. Uma hora depois as risadas eram incessantes, em voz grave e aguda, mas não muito barulhentas, pareciam cochichos, a mulher acordou e: "João, é você? -Eu não, por quê? "Acho que ouvi coisas agora...". -Ache não, tenha certeza, porque algo está acontecendo... E ficaram na cama acordados durante umas boas duas horas, a fim de decifrar o conflito. Estavam super preocupados, mas conseguiram dormir, pois, o sono falou mais alto. Na manhã seguinte, a mulher acordou primeiro e foi tomar banho. O marido, pegou a camisa do mancebo e deu uma olhada no quadro: -Maria, vem cá! "Que foi, estou tomando banho..." -Então é melhor você terminar e vir aqui... Não acreditaram no que viram, mas estava lá, uma paisagem bucólica no lugar da pintura do menino e da menina.
Reza a lenda que aquelas duas espevitadas crianças, tão hiperativas quanto inquietas não suportaram a calmaria do local e, hoje, a ausência delas contribui para a conservação das influências positivas que, supostamente, presenteiam aquela casa.
O Que é disperso pelo vento, é acolhido pelas águas.” - ditado chinês






Em cima da terra, debaixo do céu, vou bem.
Roni cresecu 'se virando' na vida, somente precisava de alguém quando muito necessário e, assim, soube se educar independente. Mas quando criança era um menino bobo até, sofria bullyng na escola, era gordo, e as meninas não olhavam para ele. No clube, apanhava sem revidar, todos gostava de brincar de 'mão' com ele já que não reagia, e não entendia muito porque a vida era assim. No ginásio era o último da escola. Literalmente: sentava lá nos fundos, tinha amigos, é verdade, mas não conseguia evitar que os mesmos 'zoassem' com ele.
Ao entrar na faculdade, não conseguia estágio, ficava nervoso nas entrevistas, seu currículo não era legal, já que não tinha experiência. Niguém lhe dava oportunidade. Eis que alguém falou que na periferia tinha um lugar onde as pessoas se divertiam, mas era o único da região. Teve então uma ideia: Preparou uma quantidade de 100 hambúrgueres com queijo, alface e tomate e foi na porta do lugar vender. Colocou o isopor no chão e esperou.
Antes das pessoas entrarem na balada já tinham sido vendidos uns trinta. Esperou até as três da manhã. Sobraram dois lanches: um comeu, o outro deu para um rapaz de rua. Fez isso repetidas vezes até montar sua pequena lanchonete, mas Roni sempre teve o sonho de fazer uma viajem pela América Latina. Ele nunca foi adepto à ideia de que para se viver precisa de dinheiro – a moeda apenas compra cosias, e quem quiser que corra atrás. E, quem não quer, vende a lanchonete para seu irmnão, como Roni fez.
Máquina fotográfica em punho, e um cobertor na mochila, lá se foi Roni a explorar o cone sul. Quando ele saía do Rio Grande do Sul, a fim de descer ao Uruguai, tinha menos que a metade da grana. Na Argentina, o dinheiro acabou praticamente, mas se fosse qualquer outra pessoa, teria retornado a tempo. Mas não Roni! Nem ao menos ele falava castelhano. E engatou o português mesmo.
-Com licença moço, estou a viajar, passeando por esse mundo e não tenho dinheiro. Em troca de uma refeição posso lavar pratos? -E você tem experiência com isso? –Tenho! Eu tive uma lanchonete no Brasil. -Não acredito! -Tudo bem. Olha: Estou oferecendo meu serviço de lavador de prato, agora, se eu sei fazer isso ou não, já é outra coisa, é tudo que eu tenho para ofrecer. O cara do bar concordou, quando terminou sua refeição, mal se levantou da cadeira, e o dono do bar falou: -Pode ir, tá tudo certo. Roni usou esse sincero argumento em todos os lugares em que ele precisava comer. Na Argentina até o contratarm como chapeiro, em troca de uns pratos de comida, em outra ocasião, se tornou gerente de uma lanchonete na Venezuela, onde, aliás, conheceu uma feguesa muito bonita. Em poucos dias a moça iria para Lima (Peru), parcitcipar do Miss América Latina. Papo vai papo vem, Roni largou seu emprego de gerente (ele nunca se prende à trabalho sob pressão), e foi com ela. No caminho soube que ela era miss Caracas. A moça se encantou com a lábia de Roni, já que nessas andanças ele descobriu que sinceridade e um boa conversa é tudo que a mulher pode querer.
Chegaram ao destino. A moça pagou a estada dele. O evento só aconteceria no dia seguinte, então foram para Machu Pichu, conheceram as civilizações mais antiga do mundo, pegaram o 'trem da morte' e falaram com pessoas de toda a sorte. No dia seguinte, Roni saiu cedinho do hotel e deixou seus contatos num pedaço de papel. A garota foi a vencedora. Os jurados gostaram dela pelo conhecimento e desenvoltura em se articular com pessoas, já que muitas coisas aprendera com Roni.
Passou por Galápagos, Patagônia, Ilha de Páscoa, Caribe, e, no aeroporto de Curaçao pediu moedas para pagar sua passagem de volta ao Brasil. Dormiu lá quase dois dias até conseguir tudo, fez baldiação no México, mas o vôo atrasou - foi a deixa para que postasse, em seu blog, fotos de sua última viajem. No Brasil, a surpresa: seu irmão tinha montado uma rede de fast-food que era um sucesso. Uma semana depois, a revista de maior conceito mundial do segmento viajem entrou em contato com ele e queria uma das fotos que estava na internet. Ele não vendeu a foto. Inves disso começou a trabalhar na revista como editor de fotografia. A venezuelana ligou para Roni e disse-lhe que tinha três notícias: duas boas e uma ruim: Qual você quer primeiro? -A boa. -Sou miss América Latina. Ele ficou superfeliz. -Agora a ruim, então. -Não poderei particpar do Miss Universo. -Por quê? -Estou grávida.

Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida” Séneca





20 de abr de 2011

esse sou eu






É o fim do mundo, viu!

A história é mais ou menos assim: João - o amante - fala para Maria: -Maria, vamos matar seu marido? e Maria responde: -Vamos! então o marido de Maria morre. Por essas bandas tupiniquins deve estar acontecendo um crime desses neste exato momento, mas como vai ficar por isso mesmo, então está tudo bem, mas no caso do Irã, adultério é considerado crime passível de pena de morte. O estilo? Apedrejamento. A mulher é coberta com areia até o pescoço e os homens apedrejam-na com pequenas pedrinhas, a fim da dor ser lenta e a morte mais dolorosa - é o que , talvez aconteça com Sakineh Mohamadi Ashtiani, 43, condenada no Irã. E uma curiosade: o homem é enterrado até a cintura para que ele possa se esquivar com os braço, tal qual um escudo, ou seja, machismo imperialista no país de Almadinhejad.
Mas se bem que o Brasil, em algumas coisas, poderia ser que nem o Irã: Assassinato, adultério, roubo armado, apostasia (afastamento da fé) e tráfico de drogas são crimes puníveis com a pena de morte. Poderíamos honrar a frase ordem e progresso se isso acontecese aqui também, mas jamais aconteceria. Imagina acabar com as drogas! o PIB brasileiro reduziria à metade, já que o tráfico movimenta um bom dinheiro por aqui. Roubo armado? Seria uma execução atrás da outra: uma por segundo - seria uma ótima maneira de conter o ônus populacional brasileiro: não sobraria quase ninguém. É... pra falar a verdade, Brasil e pena de morte não combninam. Teríamos, pois, uma veradeira anarquia.
"Aqui é terra-de-ninguém, qualquer um pode vir aqui e fazer o que quiser" palavras sinceras de Silvester Stalone, quando da sua vinda ao Brasil, a fim de filmar 'O Mercenários' que estreou ontem. Ah sim, o elenco é um dos melhores, tem até a betty a feia (Gisele Itié) na jogada, que, aliás, declarou que o fortão sessentão é muito simpático. Escuta aqui senhor rocky balboa, o mundo precisa de países terra-de-ninguem, sim, senão como farimaos para acolher Manue Zelaya, presidente de Honduras? Como farímos para dar abrigo aos norte-coreanos que nos enfrentaram na copa última? E o que dizer dos cubanos, quando jogamos o campeonato mundial de volei contra eles? Abrigamos todos!
Nós somos um país amigo, dá licença. Crítias à parte , fato é que o italianão com cara de mau (ele é feio, não?!) sempre revelou-se talentoso ator/diretor - até machucou o pescoço numa das cenas rodadas aqui, coitado!
Carro bomba na Colômbia (além das inundações), onda de violência civil em Ruanda, Incêndio florestal na Rússia, deslizamento na China, enchentes no Paquistão, brigas nas Filipinas, explosão na Tailândia, torrentes na Polônia, terremoto no Equador, mas conseguiram tirar o avião da Baía de Guanabara - será que o mundo aguenta até 2012? Bem, pelo menos já conseguiram colidir prótons por meio da maior máquina do mundo: o Grande Colisor de Hádrons (LHC), estabelecido na fronteira franco-suíça.
Invés de quererem reinventar o Big-Bang (teoria que defende o início do Universo), poderiam inventar uma máquina com premonições para o holocausto nuclear, assim evitaria-se o fim do mundo.


"Só se é curioso na proporção de quanto se é instruído." - ( Jean-Jacques Rousseau ) 

crônicas de um sábio

Crônicas de um sábio
Num passado distante, os Sábios eram os “prefeitos” dos reinos e havia um que, para se aproximar de seu povo, dava expediente num deserto sob a sombra de um coqueiral defronte a um lago, sempre sentado numa esteira com as pernas cruzadas. Era baixinho e com longas barbas brancas, fazia fila para que ele tirasse as dúvidas do povo. Perguntou um homem:
-Senhor: Existe uma coisa na natureza que não tem razão de ser. -E o que é? - É o horizonte. É muito estranho, pois se eu caminho dez metros ele se afasta de mim, se caminho 500 metros ele vai ficando distante os mesmos 500 metros, se ando dez quilômetros, nunca vou encontrá-lo. Pra que, então, existe o horizonte mestre?
- mas é justamente para isso que o horizonte existe, meu filho... para fazê-lo caminhar.
O próximo na fila era alguém com muita inveja do sábio e estava ali para insultá-lo, ao que falou palavras de baixo calão, atirou pedras em direção ao mestre, cuspiu ao chão, ameaçou de batê-lo, deferiu calúnias, enfim, desconcertou e tentou destruir a figura daquele experiente sábio. Ao final, foi embora sem justificativas, de modo que o velho ficou imóvel sem falar nada. Os próximos da fila estranharam tal comportamento, de maneira que eles eram viajantes/amigos que, ao conhecer a sábia reputação do mestre queriam mudar para aquele vilarejo tão espirituoso, ao que perguntaram:
-Mestre, eu venho de um lugar que só tem pessoas mal caráter, inescrupulosas e sem educação. Qual o tipo de pessoas que posso encontrar nesse vilarejo? -As mesmas que habitavam o local de onde você saiu.
O outro perguntou: -E eu venho de um lugar onde as pessoas são boas, respeitosas e muito alegres. -Qual o tipo de pessoas deste povoado, mestre? -As mesmas que você encontrou por lá.
E os dois indagaram como era possível dar a mesma resposta para perguntas diferentes? - Cada um carrega no seu coração o meio ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui. Todo homem é um milagre e traz em si uma evolução.
No dia seguinte, a agenda estava reservada para um comício nas montanhas. E o mestre perguntou ao povo: -Senhores, se alguém chega até vocês com um presente, e vocês não o aceita, a quem pertence o presente? Em coro responderam: -A quem tentou entregá-lo, mestre. E referindo-se ao acontecimento do dia anterior em que foi insultado, concluiu:
-O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. Vossa paz interior depende exclusivamente de vocêc. As pessoas não podem lhe tirar a calma. Só se você permitir.
Cada um encontra na vida exatamente aquilo que traz dentro de si. O presente e o futuro somos nós que criamos”. – autor desconhecido.